Bolsonaro e Putin conversam sobre importação da vacina russa Sputnik V

kremlin.ru
“Conversa muito produtiva”, destacou o presidente brasileiro após contato telefônico nesta terça-feira (6). Instalações russas serão vistoriadas por equipe da Anvisa.

Os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e do Brasil, Jair Bolsonaro, conversaram nesta terça-feira (6), por telefone, sobre aspectos diversos da cooperação no combate à disseminação da infecção por coronavírus, incluindo o registro da vacina russa Sputnik V no Brasil, a organização do abastecimento, bem como a produção do imunizante no país.

"Acabei de receber um telefonema do presidente Putin. Um dos assuntos mais importantes que nós tratamos aqui é a possibilidade de nós virmos a receber a vacina Sputnik, daquele país”, declarou Bolsonaro em um vídeo publicado em suas redes sociais depois da conversa.  “Dependemos ainda de resolver alguns entraves aqui no Brasil, e estamos ultimando contatos com as demais autoridades, entre eles a Anvisa, [sobre] como podemos efetivamente importar essa vacina", continuou o presidente brasileiro.

Além de Bolsonaro, estiveram envolvidos na ligação os ministros Carlos Alberto França (Relações Exteriores), Marcelo Queiroga (Saúde), Onyx Lorenzoni (Secretaria-Geral) e o diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres.

De acordo com Barra Torres, a agência enviará uma equipe da agência à Rússia para inspecionar as instalações de produção da Sputnik V e de seus insumos. Uma nova reunião será realizada nesta quarta (7) para definir os detalhes da viagem.

Paralelamente, os diretores da Anvisa receberão, na sexta (9), o embaixador da Rússia no Brasil, Alexey Labetskiy, para debater formas de acelerar o processo de importação da vacina.

Cabe lembrar que, em fevereiro passado, o Ministério da Saúde brasileiro anunciou a dispensa de licitação para adquirir 10 milhões de doses do imunizante russo. Governadores de 11 estados também já solicitaram a importação de mais de 66 milhões de doses da Sputnik V.

O primeiro lote produzido integralmente no Brasil foi apresentado pela farmacêutica União Quimica, parceira do Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF), no final de março. No entanto, o uso emergencial da Sputnik V ainda não foi aprovado, pois, segundo a Anvisa, o lado russo não forneceu toda a documentação exigida para a condução do processo.

Economia em pauta

Os presidentes dos dois países também discutiram as perspectivas para o desenvolvimento das relações bilaterais, reiterando “o interesse mútuo na construção consistente de laços comerciais e econômicos”, de acordo com um comunicado divulgado pelo Kremlin. 

Em nota, o Planalto informou que Bolsonaro “enfatizou a necessidade de que mais frigoríficos brasileiros sejam liberados para exportação àquele país”.

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