Brasil produz pela primeira vez lote do componente da vacina russa Sputnik V 

Farmacêutica brasileira União Química

Farmacêutica brasileira União Química

Sputnik
Material será enviado à Rússia para controle de qualidade.

A farmacêutica brasileira União Química concluiu a produção de um lote experimental do componente ativo da vacina anticoronavírus Sputnik V em sua fábrica em Brasília, segundo informações divulgadas pela Embaixada da Rússia no Brasil.

“Esta etapa do projeto, lançada em outubro passado, é um passo importante na transferência de tecnologia, necessária para garantir a produção da vacina russa no Brasil”, publicou a embaixada em seu perfil nas redes sociais.

O referido lote será integralmente enviado ao Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya, que desenvolveu o imunizante, para controle de qualidade.

No início de janeiro, a União Química recebeu material celular para fabricar a vacina e começou a produzir um lote experimental dos componentes ativos do imunizante para fins de pesquisa. A União Química, que representa o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF) no Brasil, apresentou junto à Anvisa um novo pedido de registro do Sputnik V no dia 26 de março. De acordo com a legislação em vigor, tais pedidos devem ser apreciados em um prazo de sete dias, mas este pode ser prorrogado caso alguns documentos exigidos não sejam apresentados a tempo. No dia seguinte à nova solicitação, a Anvisa suspendeu a revisão por prazo indeterminado, alegando ainda não ter recebido uma parte da documentação necessária.

Esta não é, porém, a primeira vez que a análise de uso emergencial da vacina russa no Brasil foi adiada. O presidente da União Química, Fernando Marques, havia anteriormente acusado a agência de atrasos deliberados em benefício de outros fabricantes de vacinas contra covid-19.

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