Tudo o que você sempre quis saber sobre os russos, mas não tinha a quem perguntar

Grigory Avoyan
Por que os russos bebem tanto? E por que viraram ortodoxos? Qual o motivo de usarem parênteses em vez de emojis? Estas e outras dúvidas esclarecidas em poucos linhas.

Por que os russos pouco sorriem?

“A questão toda se resume na diferença entre os códigos culturais dos russos e dos moradores dos países ocidentais (e alguns orientais)”, o psicólogo Pável Ponomariov. “Temos uma percepção diferente do sorriso. No Ocidente, por exemplo, o sorriso é um sinal universalmente aceito para iniciar a comunicação com uma pessoa desconhecida, lá sorriem ‘por padrão’. Nossa primeira reação a um estranho é cautelosa. ‘Eu não te conheço, me fale sobre você’. E se no processo de comunicação gostarmos um do outro, aí, então, poderemos sorrir.”

Leia íntegra de texto sobre o assunto aqui.

Os russos bebem tanto quanto as pessoas pensam?

A verdade é que, embora tenha sido registrada uma queda no consumo de álcool ao longo dos últimos cinco anos, a maioria da população russa realmente gosta de beber – e por razões diversas. Segundo a doutora em Ciências Biológicas Svetlana Borínskaia, um dos motivos está na genética: o organismo dos russos, assim como o de outros europeus, processa lentamente o álcool em acetaldeído, substância tóxica que provoca a ressaca e outros efeitos desagradáveis. Outras razões estão relacionadas com a forma como o governo regulava o consumo de álcool durante o Império.

Leia íntegra de texto sobre o assunto aqui. 

Por que a maioria dos russos é cristã ortodoxa?

De acordo com a crônica medieval russa “Narrativa dos Anos Passados”, Vladímir, ávido por examinar todas as opções possíveis, convidou sacerdotes de diversos credos: um bizantino ortodoxo, um católico do Império Romano, um muçulmano do Volga búlgaro e um rabino de Khazar.

Então, ele teria dito algo como: “Está bem, agora me contem sobre sua fé e me impressionem”. O muçulmano falhou quando mencionou que o Islã proíbe bebidas alcoólicas. Chocado, Vladímir respondeu: “Beber é a diversão de toda a Rus. Não podemos existir sem isso”, e imediatamente mandou o homem embora.

Contra a proibição do álcool muçulmana, a falta de terra dos judeus e a negação católica dos alemães, Vladímir (960-1015) escolheu a fé de Bizâncio – mas relações comerciais também tiveram influência na seleção.

Leia íntegra de texto sobre o assunto aqui.

Por que tantos russos tem um quê de asiático?

A diversidade da Rússia muitas vezes surpreende os turistas, que esperam um país homogêneo. Existem, porém, mais de 190 grupos étnicos entre os 142 milhões de habitantes do país – desde os russos étnicos, que constituem 78% da população, aos Ket, da Sibéria, com poucos de mais de mil membros.

Segundo Ígor Kitov, pesquisador do Centro de Antropologia Física da Academia Russa de Ciências, há três possíveis definições para “asiático” em um contexto russo.

“Em primeiro lugar, asiáticos são pessoas que vivem na parte asiática do país”, diz Kitov. “Em segundo, ser asiático é, em grande medida, uma questão de autoidentificação com base na língua e na cultura. Os povos tungúsicos, por exemplo, poderiam se definir como os asiáticos”, continua. Por último, para o pesquisador, os asiáticos russos poderiam ser simplesmente descritos como mongoloides.

Leia íntegra de texto sobre o assunto aqui. 

Os russos não confiam mesmo nos Estados Unidos?

Nos últimos anos, a maioria dos russos mostrou ter uma opinião semelhante sobre qual país considera o mais hostil em relação à Rússia. As pesquisas do Centro Levada mostram, de 2013 a 2017, a resposta mais frequente para essa pergunta foi “Estados Unidos”. No levantamento no ano passado, 69% dos russos mostraram acreditar que Washington se comporta de forma agressiva, atuando como inimigo de Moscou.

“Após o fim da URSS, os círculos governantes americanos fizeram pouco para mudar as atitudes negativas em relação à Rússia”, afirma o pesquisador-chefe do Instituto dos EUA e do Canadá, Vladímir Vassiliev. “O mesmo se aplica ao contrário.”

No entanto, a atitude dos russos em relação aos EUA não era tão severa no início da década de 1990. A situação piorou em 1999, após uma série de ações americanas que a Rússia não apoiou – a atuação de Washington na Iugoslávia e os bombardeios no Iraque. Os EUA haviam ainda criticado a Segunda Guerra Tchetchena (1999 e 2000), apoiado a expansão da Otan e se retirado do Tratado de Mísseis Antibalísticos.

Leia íntegra de texto sobre o assunto aqui

Por que os russos usam parênteses em vez de emojis?

Já se comunicou com um russo pela internet? Então você sabe do que estamos falando. Todo russo tem um jeito diferente de explicar por que ele curte usar os parênteses dessa maneira. Alguns dizem apenas que “é mais curto”.

Mas não esta tudo relacionado à brevidade ou preguiça. Os parênteses têm ainda outro significado: usá-los, para os russos, é um sinal de amizade, educação, bem-estar sobre a conversa, e não necessariamente significam que algo dito foi engraçado.

Leia íntegra de texto sobre o assunto aqui.

Por que os russos usam aliança de casamento na mão direita?

A tradição de marcar o casamento com a troca de anéis remonta a tempos antigos. O historiador grego Plutarco, que viveu entre os anos 46 e 120 depois de Cristo, mencionava em seus escritos que os egípcios usavam alianças no quarto dedo da mão esquerda. Os antigos acreditavam que uma veia especial conectasse este dedo diretamente ao coração – e isto, claro, simbolizava o amor e a fidelidade. Então os gregos e depois os romanos (e a Igreja Cristã Ortodoxa, mais tarde) possivelmente “pegaram emprestado” o costume dos vizinhos egípcios.

Leia íntegra de texto sobre o assunto aqui.

Tem interesse em saber mais curiosidades sobre o comportamento dos russos e a história do país? Não deixe de conferir nossa tag “Por que a Rússia?”.

Quer receber as principais notícias sobre a Rússia em seu e-mail? 
Clique aqui para assinar nossa newsletter.

Autorizamos a reprodução de todos os nossos textos sob a condição de que se publique juntamente o link ativo para o original do Russia Beyond.

Leia mais
Mais reportagens e vídeos interessantes na nossa página no Facebook.

Este site utiliza cookies. Clique aqui para saber mais.

Aceitar cookies