Caixa Cultural de SP abre exposição individual do fotógrafo russo Serguêi Maksimishin

Acervo é um dos retratos mais fieis ao país na contemporaneidade. No dia da abertura, o próprio fotógrafo conduziu visita guiada.

São Paulo abriu, desde 29 de maio, a exposição “O último império”, do fotógrafo russo Serguêi Maksimishin. Considerado um dos maiores nomes de sua geração mundialmente, o fotógrafo apresenta sua obra pela primeira vez no Brasil.

Durante visita guiada pelo próprio fotógrafo, no dia da abertura, foram abordados aspectos da escola de fotografia russa e o panorama da fotografia russa contemporânea, assim como a obra e as atividades do artista.

A mostra “O último império” é composta por 65 fotografias que retratam, de maneira franca, a Rússia como ela é, nos mais distantes rincões do maior país do mundo.

“Serguêi Maksimishin retrata diversas facetas e aspectos da vida na Rússia pós-soviética, mostrando a crise que o país enfrentou nos anos 90 e os problemas atuais. Desta forma, ‘O último império’ constitui um testemunho objetivo, sensível, dotado de um humor extremamente inteligente e desprovido de qualquer estética ideológica”, afirma o curador da mostra, Luiz Gustavo Carvalho.

Serguêi Maksimishin é um dos fotógrafos mais importantes da Rússia. Duas vezes vencedor do World Press Photo, seus trabalhos foram publicados em jornais e revistas internacionais como The Times, Newsweek, Washington Post, The Wall Street Journal, Stern, Business Week, Focus, Der Profile e em muitas revistas de peso na Rússia. / Masha (centro), sua irmã Liuba (esq.), que é leiteira, e um inseminador (dir.). Área de Tosnenski (região de São Petersburgo), 2004.

Ele retrata a Rússia real, um país que pode não parecer muito bonito à primeira vista, mas está repleto de sentimentos, emoções e charme. Suas fotos retratam bares, strippers, pessoas nadando em águas geladas, bebendo chá ou caminhando pela neve. São pessoas vivendo vidas comuns que são transformadas em algo especial através da lente de Serguêi. / Carregamento de peixe. Fábrica de peixes Ozerkovski, Kamchatka, 2006.

Ao completar 50 anos de idade em 2014, Maksimishin decidiu resumir o trabalho de toda uma vida em uma exposição. Ele escolheu 100 fotografias para compartilhar com o mundo então. /Cidade de Krasnokamensk, região de Zabaikalski, Rússia, 2006.

O livro de fotografias de Maksimishin “O último império. A Rússia 20 anos depois ”(2007) foi um grande sucesso na Rússia e na França. / Fonte termal, Kamtchatka, 2006.

Esta foto, “Trupe Amador do Teatro Naïve tomando chá. Internato psiconeurológico №7, São Petersburgo, 2003 ”, foi escolhida como vencedora do World Press Photo 2004 na categoria de Artes e Entretenimento.

Preparando uma exposição. Museu Russo em São Petersburgo, 2000.

Monastério Aleksandro-Svirski, região de São Petersburgo, 2002.

Celebração do Eid Al-Adha, São Petersburgo, 2004.

Balsa atravessando o rio Irtich, Tobolsk, Junho, 2005.

Fazenda estatal de criação de animais "Pioner". Assentamento de Mchinskaia, região de São Petersburgo, 2002. Esta imagem, muito clara e impressionante, é usada em quase todas as manifestações contra o uso de peles animais na Rússia e no exterior.

Faculdade de Teologia, Makhatchkalá, Daguestão (região do Cáucaso russo), 2004.

A exposição ficará em cartaz na Caixa Cultural até 29 de julho.

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