Conheça o monstro marinho da URSS, que foi projetado para matar, mas se tornou um ‘resgatador’

Komsomolskaya Pravda/Global Look Press
Irmão gêmeo do ‘Monstro do Mar Cáspio’ teve um histórico diferente, mas o mesmo destino final: o abandono após a dissolução do bloco soviético.

Um veículo de fabricação soviética ganhou manchetes recentemente quando um blogueiro o fotografou encalhado na costa do Mar Cáspio. A máquina de guerra projetada para atravessar as águas e aniquilar as forças inimigas foi descartada para sempre quando a União Soviética entrou em colapso em 1991.

Acontece que há outro exemplar dessa raça quase extinta em outra cidade, Níjni Novgorod, às margens do rio Volga.

Este veículo conhecido como ecranoplano (classe de aeródinos com características peculiares) é quase idêntico ao monstro do Mar Cáspio, também conhecido como “Lun”.

Assim seu irmão gêmeo de Derbent, o barco alado de Níjni Novgorod foi projetado para aniquilar forças hostis sobrevoando rapidamente um corpo de água, devido à pressão criada pelas asas gigantescas sob seu corpo.

No entanto, ao contrário do “Lun”, esse modelo deixou de ser uma máquina de guerra para se tornar um veículo de emergência e recebeu o nome “Spasatel” (resgatador).

“Inicialmente, era o mesmo modelo [do Lun], mas eles não tiveram tempo de concluí-lo e decidiram convertê-lo em um barco civil. Foi assim que a embarcação se tornou um grande hospital. Tinha 150 leitos e, se necessário, podia transportar 500 pessoas por vez”, explica Tatiana Alekséieva, engenheira que participou da construção dos dois veículos desenvolvidos no Escritório Central de Projeto de Hidrofólios Alekséiev na URSS na década de 1980.

Comparado ao “Lun”, o “Spasatel” pode parecer menos intimidador, pois não possui mísseis de cruzeiro antinavio, que foram aposentados após a conversão do barco para fins civis.

No entanto, os dois são comparáveis ​​em tamanho. O “Spasatel” tem 93 metros de comprimento e uma envergadura de 44 metros. Era capaz de atingir uma velocidade de cruzeiro de 550 km/h – inigualável para qualquer outro navio pesado da época.

Mas também sendo abandonado no momento da dissolução da União Soviética.

Atualmente encontra-se ao lado de uma fábrica em Níjni Novgorod, atraindo blogueiros e fotógrafos como um exemplar único das aspirações de engenharia soviética nunca realizadas.

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