Tudo sobre o novo míssil nuclear russo "Skyfall"

Ministério da Defesa da Rússia/Sputnik
Segundo engenheiros, míssil pode voar ao redor da Terra por meses em modo de patrulha aguardando coordenadas do alvo.

Em 19 de agosto de 2021, a CNN informou que a Rússia poderia estar se preparando para testar seu mais recente míssil de cruzeiro movido a energia nuclear, o Burevestnik ("petrel", em português), também conhecido como "Skyfall" no exterior.

Apresentada pela primeira vez em 2018 pelo presidente russo, a arma pode evitar radares e todos os tipos de interceptores de defesa antimísseis.“O reator atômico permite que o míssil voe por meses ou até anos até chegar a hora de trocar os componentes nucleares. As rotas de voo imprevisíveis tornam este míssil uma arma muito eficaz, porque nenhum militar estrangeiro pode prever quando o míssil passa do regime de patrulhamento para o regime de ataque”, diz o especialista militar e diretor de desenvolvimento da Fundação para a Promoção de Tecnologias do Século 21, Ivan Konovalov.

O míssil pode estar voando ao redor do Oceano Atlântico Norte, ao redor do Ártico ou do território russo, mas, depois de obter as coordenadas, ele ruma ao alvo a uma velocidade hipersônica de 2.500 km/h.

 "O poder de fogo do míssil pode ser comparado às bombas nucleares que foram lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki", diz Konovalov. “Não acho que o míssil estará patrulhando os territórios russos o tempo todo, mas será levado aos céus como meio de dissuasão nuclear”, diz Konovalov.

Segundo ele, o "Skyfall" será usado junto com outras armas da tríade nuclear russa, que inclui submarinos nucleares, mísseis balísticos intercontinentais e bombardeiros estratégicos.

No momento, não há análogos diretos da arma, mas, no futuro, os norte-americanos criarão algo semelhante, diz Dmítri Safonov, editor-chefe da revista "Independent Military Review".

O governo dos Estados Unidos adotou um novo programa de modernização de armas nucleares, no valor de US$ 1,2 trilhão, para acompanhar a Rússia no desenvolvimento de tais armamentos.

Segundo Safonov, a Rússia foi a primeira a começar a modernizar seus arsenais nucleares, já há dez anos, e, por isso, colhe os frutos desse trabalho.

“Investimos US$ 150 bilhões, dez vezes menos que o novo programa dos Estados Unidos, no desenvolvimento de meios de dissuasão nuclear da nova era. Os americanos não levaram nossos planos a sério e agora eles precisam nos alcançar", diz Safonov.

Além do míssil "Skyfall", a Rússia recebeu diversos outros sistemas de armas nucleares modernizados, entre eles um drone subaquatico nuclear não tripulado, o Poseidon, que pode "dormir" no fundo do oceano, e novos mísseis balísticos intercontinentais Sarmat e Avangard.

“O comando militar russo espera que os norte-americanos apresentem seus análogos nos próximos anos. Não subestimamos os cientistas, tecnologias e potencial militar dos Estados Unidos. Muito em breve, eles poderão nos alcançar e mostrar as novas capacidades do seu complexo industrial militar", completa Safonov.

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