12 guardiões dos tesouros do Hermitage

Os gatos do Hermitage se tornaram um símbolo vivo de São Petersburgo. Além de mostrar as imagens desses bichinhos nesta galeria, a Gazeta Russa oferece informações sobre cada um deles. A primeira foto é de Assol na Escadaria de Nikolai. Trata-se de uma jovem gata asseada e receptiva, embora um pouco tímida. De noite é possível encontrá-la no Cais do Palácio, observando atentamente os navios que deslizam ao longo do rio Neva
Lutchik, no Palácio de Inverno. Este notável gato siberiano possui uma tonalidade que os peterburguenses chamam de “disfarce do Neva”. Fanático por futebol, Lutchik parece sempre à procura do melhor local para assistir ao seu favorito Zenit
Pingva, no Pavilhão Municipal. Esta gata idosa parece coberta por uma austera túnica preto-e-branca. Nasceu no próprio palácio, e o protege desde então. Sua cobertura lhe confere um ar sombrio e evidencia suas raízes aristocráticas. Evita a companhia de outros felinos em favor da solidão
Gauguin, na Praça do Palácio, edifício do Estado-Maior. Este gato de cores vivas parece ter saído de uma tela do próprio pintor francês. As angústias da vida desenvolveram nele as habilidades mais extraordinárias. Gauguin sabe muito bem onde os sortimentos são estocados e como obtê-los, usando sua capacidade de abrir (e fechar!) qualquer porta
Francesca, na Escadaria Jordan. Orgulhosa do nome que carrega, esta gata realiza a sua própria versão das árias da ópera homônima pelas abóbadas do museu na calada da noite. Qualquer um que acaricie o seu revestimento tricromático recebe tratamento especial
Vaksa, na Escadaria Jordan. A recatada Vaksa sofre de deficiência visual, não aparece muito na presença de estranhos e raramente deixa os jardins do Hermitage. Mas ali nunca fica sem trabalho: esfregando-se nos pés dos funcionários, esta gata de pelo negro e fofo vem, há vários anos, lustrando os sapatos dos colaboradores do museu
Duquesa, em frente à Atlante (coluna). Durante as Noites Brancas, algumas exposições realmente ganham vida! As estatuetas geladas e taciturnas de gatos egípcios transformam-se em “calorosas esfinges”
Kisania, na Galeria de Pintura Antiga. Anfitriã cordial, Kisania presta atenção em todos os visitantes do Hermitage, que, no verão, ajudam esta volúvel e gulosa gata a ganhar uma figura arredondada
Lipa, na Escadaria Soviética. Lipa é autossuficiente e representa a própria essência da “gatunice”. Passeia por conta própria e prefere observar os trabalhos do topo das árvores
Rio-Rita, na Coluna de Aleksandr. Uma gata graciosa, expressiva e extraordinariamente melodiosa de tonalidade etíope selvagem. Na expectativa de carícias humanas, seu corpo torna-se uma bola quicando de um lado ao outro, e sua cauda e patas traseiras executam uma espécie de dança. Quando ela se esfrega contra suas pernas, é inútil resistir
Tikhon, no Grande Salão Italiano. Batizado em homenagem ao deus pagão do destino, o veterano Tikhon é extremamente discreto e profundo. Por obra do destino, foi transferido do edifício do Estado-Maior para o Grande Hermitage, onde se tornou o líder não oficial de todos os gatos do palácio
Caspar, na Loggia de Raphael. Lendário guarda e estrela fotográfica, este gato muitas vezes vagueia como se estivesse sendo filmado. Seu nome é uma homenagem ao paisagista alemão Caspar David Friedrich, uma vez que esta alma romântica escolhe o ambientes mais pitorescos para suas perambulações // A Exposição de Gatos do Hermitage foi inaugurada no espaço multifuncional de arte República dos Gatos, em São Petersburgo, no dia 23 de outubro

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