Monumento a explorador russo que será instalado no Rio de Janeiro é apresentado em Moscou

O presidente do Instituto Bering-Bellinghausen, Serguêi Brilióv (esq.) e o assistente do presidente russo, Vladímir Medínski (dir.).

O presidente do Instituto Bering-Bellinghausen, Serguêi Brilióv (esq.) e o assistente do presidente russo, Vladímir Medínski (dir.).

Sociedade Militar-Histórica Russa
Escultura a Bellingshausen ficará no mesmo ponto do Rio de Janeiro onde o navegador ancorou antes de partir à Antártida e ao retornar.

Um monumento ao explorador pioneiro da Antártida Fabian Gottlieb Thaddeus von Bellingshausen será instalado no Rio de Janeiro e já está pronto para o transporte na Rússia, segundo a agência de notícias russa Tass. A cerimônia de apresentação da peça foi realizada na última terça-feira (29) na sede da Sociedade Militar-Histórica Russa.

“Se Bellingshausen não tivesse descoberto a Antártida há 200 anos, seria preciso inventá-la. Estive lá duas vezes e decidi instalar sem falta monumentos pelo trajeto de Bellingshausen de 200 anos atrás. Tal fraternidade e compreensão mútua como a que há entre os membros de expedições polares não existe em nenhum outro lugar”, disse durante a cerimônia Serguêi Brilióv, presidente do Instituto Bering-Bellingshausen – instituição não governamental que promoveu a instalação do monumento.

Segundo Brilióv, a escultura será instalada no Rio de Janeiro próximo ao local onde Bellingshausen estava ancorado antes de partir para a Antártica e após seu retorno. Este é o terceiro monumento de Instituto Bering-Bellingshausen para promover a memória do explorador.

Em 2016, uma peça foi instalada na capital do Uruguai, Montevidéu, e, em janeiro de 2020, outro monumento ao navegador foi inaugurado na estação russa “Bellingshausen”, na Antártida. As três obras foram criadas pelo escultor Aleksêi Leônov.

Planos interrompidos pela pandemia

O plano era instalar o monumento no Rio de Janeiro em janeiro de 2021, em homenagem aos 200 anos da expedição à Antártida sob o comando de Bellingshausen. Mas, devido à pandemia de coronavírus, o transporte e a instalação da escultura serão adiados para uma data posterior. No momento, a estátua está temporariamente alocada em frente ao edifício da Sociedade Militar-Histórica Russa.

“Há divergências sobre quem foi o primeiro a chegar ao litoral da América: alguns dizem que foi Cristóvão Colombo, outros, que foi o viking Eric, o Vermelho etc. Mas a expedição de Lazarev e Bellingshausen não tem concorrentes. Eles foram os primeiros a chegar ao litoral da Antártida”, disse o assessor do Presidente da Federação Russa e presidente da Sociedade Militar-Histórica Russa, Vladímir Medinski, durante a apresentação do monumento, que também contou com a presença de representantes do Ministério das Relações Exteriores da Rússia e diplomatas de diversos países latino-americanos.

“Quando li sobre a expedição de Bellingshausen, algo me supreendeu completamente. Há 200 anos, nas águas mais difíceis de transpor, eles passaram 100 dias entre o gelo e dois anos navegando. E, imagine, três pessoas morreram na expedição de Bellingshausen”, acrescentou Medinski. Ou seja, Bellingshausen era uma pessoa extraordinária e cuidava bastante de seus marinheiros.

Quem foi Bellingshausen

Faddei Faddeievitch Bellingshausen (nascido Fabian Gottlieb Benjamin von Bellingshausen, 1778-1852) foi um navegador russo, almirante e um dos descobridores da Antártida. Membro efetivo da Sociedade Geográfica Russa, era alemão de nascimento, pertencente a uma família nobre. Em 1789, ele ingressou no corpo de cadetes navais em Kronstadt. Entre 1803 e 1806, participou da primeira viagem ao redor do mundo com navios russos, no navio de escolta “Nadejda”, sob o comando de Ivan Kruzenchtern.

Entre 1819 e 1821, foi o chefe da expedição de volta ao mundo antártica. Ela era composta pelos navios de escola “Vostók” e “Mírni” - o último, comandado por Mikhaíl Lazarev. Durante a expedição, a Antártida foi descoberta, em 28 de janeiro de 1820, além de quase 30 ilhas, e foram coletadas amostras exclusivas, que estão armazenadas na Universidade de Kazan, além de serem feitos esboços de espécies da Antártica e animais que ali viviam.

 

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