Guarda de Fronteira russa completa centenário em 2018

Relembre as principais atuações do corpo, que, inclusive, já protegeu e ainda atua também em fronteiras de Estados estrangeiros.

Com o início da Operação Barbarossa, em 22 de junho de 1941, os guardas de fronteira foram os primeiros na URSS a enfrentar a devastadora blitzkrieg (guerra-relâmpago) das tropas alemãs e seus aliados.

A Wehrmacht planejava esmagar os guardas de fronteira soviéticos em apenas 30 minutos, mas a maioria deles resistiu por vários dias, permitindo que as unidades do Exército soviético se preparassem para a luta.

Em 2 de julho de 1941, todos os guardas de fronteira da frente germano-soviética estavam envolvidos na proteção da retaguarda das tropas soviéticas. Enquanto o Exército Vermelho seguia para o oeste e libertava permanentemente o território do país, as tropas de fronteira retomaram o controle das fronteiras.

Após a Conferência de Teerã, no final de 1943, um campeonato de futebol em homenagem ao xá Mohammad Reza Pahlavi foi realizado na capital do Irã. A União Soviética foi representada pela equipe do 131º Regimento de Rifle das Tropas de Fronteira. Na final, enfrentaram jogadores profissionais do Arsenal, da Grã-Bretanha, e conseguiram vencê-los por 1 a 0, levando a taça para a União Soviética.

As tropas de fronteira têm seus próprios heróis, e o mais conhecido deles é Nikita Karatsupa. Durante mais de 20 anos de serviço, ele conseguiu capturar 338 transgressores na fronteira e eliminou 129 espiões e sabotadores. Enquanto trabalhava no Vietnã do Norte entre 1957 e 1961, como membro da missão militar soviética, contribuiu bastante para o desenvolvimento das tropas de fronteira no país.

Até a década de 1960, os guardas da fronteira usavam ativamente pombos-correio. Toda unidade que participava de uma missão de patrulha sempre levava dois pombos para comunicações de emergência.

O primeiro grande teste para os guardas de fronteira soviéticos após a 2ª Guerra Mundial foi o confronto com as tropas chinesas acerca da ilha Zhenbao em 1969. Como resultado do combate contra forças inimigas superiores, 58 soviéticos foram mortos. Os dados relacionados às perdas no lado chinês ainda permanecem confidenciais, mas estima-se que cheguem a várias centenas.

Depois que o Exército Soviético entrou no Afeganistão, em 1979, o Kremlin compreendeu a necessidade de fortalecer a fronteira soviético-afegã, que se estendia por 1.500 km quilômetros. Decidiu-se não só aumentar os guardas de fronteira do lado soviético, mas também enviar várias unidades de fronteira ao Afeganistão, onde protegiam comboios e o tráfego, e até mesmo participavam de operações militares contra os chamados mujahidin, juntamente com as tropas regulares.

As tropas de fronteira russas protegem não apenas os contornos da Rússia, mas também servem nas fronteiras de países estrangeiros a pedido de seus governos. Entre 1992 e 2005, por exemplo, os guardas de fronteira russos estiveram no Tadjiquistão. Hoje em dia, vários barcos de patrulha russos ajudam a proteger as fronteiras da Abecásia, e mais de 4.500 vigiam as fronteiras da Armênia com a Turquia e o Irã.

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