Rússia dá salto na exportação de açúcar

Egor Eremov/Sputnik
Pela primeira vez, país está entre 10 maiores exportadores do mundo. Brasil continua a ocupar seu histórico primeiro lugar da lista.

A alta na colheita da beterraba russa resultou em uma queda drástica nos preços do açúcar e, consequentemente, levou a um crescimento nas exportações do produto de quase 400%.

Assim, na safra 2019-2020, a Rússia ocupou o 7º lugar na lista dos maiores exportadores de açúcar do mundo e fornecerá quase 1,8 milhão de toneladas de açúcar para o exterior, de acordo com a Organização Internacional do Açúcar.

Segundo o jornal econômico russo RBC, a Rússia nunca esteve, até hoje, entre os maiores exportadores do produto. Mas, em 2020, a oferta de exportação de açúcar da Rússia excede até a oferta de Cuba (1 milhão de toneladas) e da União Europeia (1,1 milhão de toneladas). O Brasil continua a ser o maior exportador de açúcar do mundo, com mais 24 milhões de toneladas exportadas.

O aumento das exportações russas é confirmado pelos próprios produtores. De acordo com um dos maiores exportadores de açúcar na Rússia, a Soyuzrossakhar, entre 2018-2019 as empresas russas forneceram 277 mil toneladas do produto para clientes estrangeiros, mas entre 2019-2020, as exportações chegaram a 1,3 milhão de toneladas.

A produção de açúcar no país excede seu nível de consumo já há vários anos, de acordo com o especialista do Soyuzrossakhar, Andrei Bódin, ao jornal RBC. Segundo ele, o processamento da beterraba neste ano está no seu máximo histórico e chega a 3,1 milhões de toneladas.

Junto com os baixos preços mundiais e a demanda interna limitada, os preços do açúcar na Rússia caíram drasticamente. Em algum momento, o preço do açúcar na Rússia ficou abaixo do preço mundial, como confirmou ao jornal RBC o diretor financeiro da Sucden na Rússia, Gleb Tikhomirov.

O Ministério da Agricultura afirma que, devido ao crescimento de produção de açúcar, é necessário estimular suas exportações para os países da União Econômica Eurasiática, principalmente para a Bielorrússia, Armênia, Cazaquistão e Quirguistão, bem como para outros mercados estrangeiros.

Devido à logística mais simples que esses países exigem, os produtores russos já começaram a exportar mais para países da Ásia Central, principalmente o Cazaquistão e o Uzbequistão, e estão iniciando as entregas para novos mercados.

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