Rússia construirá quebra-gelo mais poderoso do mundo

Rosatom
Embarcação poderá destruir gelos de até 4,3 metros de espessura no Oceano Ártico, abrindo caminho para navios mercantes de todo o mundo.

No início de janeiro, o agora ex-premiê da Rússia, Dmítri Medvedev, ordenou um investimento 127 bilhões de rublos (cerca de 2 bilhões de dólares) na construção do quebra-gelo nuclear Líder, que será o mais poderoso do mundo, com potência de 120 MW.

Segundo os economistas, esse será o projeto mais caro da história de construção naval russa, mas também será economicamente justificado e beneficiará empresas de todo o mundo.

O navio será construído no estaleiro Zvezdá, no Extremo Oriente russo, até 2027.

A principal tarefa do "Líder" será garantir o transporte de mercadorias durante todo o ano ao longo da Rota do Mar do Norte.

O transporte de mercadorias da Europa para a Ásia através da Rota do Mar do Norte é duas vezes mais rápido do que pelo Canal de Suez. Mas até mesmo durante o verão os prazos chegam a ser atrasados devido ao gelo que torna intransitável a região. Além disso, durante cerca de sete meses de clima invernal, a rota é fechada.

O “Líder” será capaz de destruir gelos de até 4,3 metros de espessura a 2 a 3 nós (4-5 km/h) de velocidade.

No período de inverno, a espessura do gelo na Rota do Mar do Norte é de até 2 metros. Assim, o “Líder” poderá quebrar esse gelo a 13 nós (24 km/h) de velocidade, abrindo um "caminho" de 50 metros de largura para outros navios.

"O potencial do navio será enorme. O ‘Líder’ pode aumentar o volume de mercadorias transportadas via Rota do Norte para 70 milhões de toneladas por ano, o que é especialmente importante para o transporte de minerais para a Ásia", explicou uma fonte no complexo industrial que não quis ser identificada.

Premiê indiano, vice-premiê russo e presidente Pútin olham maquete do quebra-gelo

A embarcação de propulsão nuclear tem uma autonomia fora de série, já que seu combustível pode ser substituído apenas uma vez a cada período de cerca de cinco anos. Os suprimentos para a tripulação podem ser recarregados a cada oito meses.

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