As misteriosas torres do Cáucaso

Erzi, complexo de torres medievais dos inguches nas montanhas do Cáucaso, distrito de Djeirakh, Inguchétia

Erzi, complexo de torres medievais dos inguches nas montanhas do Cáucaso, distrito de Djeirakh, Inguchétia

Mikhail Japaridze/TASS
Os povos inguche e vainakh construíram essas estruturas altas como moradia e defesa nos tempos antigos, e centenas delas ainda permanecem intactas.

Rússia, Inguchétia, distrito de Djeirakh

Os povos inguche, tchetcheno e vainakh, que vivem no Cáucaso do Norte provavelmente construíram as primeiras torres antes mesmo de Cristo.

Torres na cidade antiga de Nii, Inguchétia, distrito de Djeirakh

Por volta dos séculos 13 a 16, o Cáucaso do Norte presenciou um breve renascimento da cultura de torres.

Os vilarejos inguches tinham grandes torres retangulares para moradia e torres altas para defesa. As torres inguches, vainakh e tchetchenas diferiam ligeiramente em termos de arquitetura. As pedras eram geralmente fixadas com uma argamassa à base de cal; às vezes, porém, as pedras eram empilhadas a seco, apenas por pressão.

Torres na cidade antiga de Nii, Inguchétia, distrito de Djeirakh

Havia regras estritas para a construção de uma torre inguche. Entre elas, a estrutura deveria concluída em 365 dias, sem falhas. E todas as famílias abastadas da vila eram obrigadas a construir uma torre.

Interior de uma torre inguche (todos os andares tinham piso de madeira, hoje ausentes)

As torres tinham cerca de 10 a 12 metros de altura.

O primeiro andar abrigava estábulos; os pisos e tetos eram de madeira. O segundo andar funcionava como um espaço de convivência. Já o andar superior era destinado a “hóspedes”, mas também poderia ser usado para defesa.

Torres na cidade antiga de Khani, Inguchétia, distrito de Djeirakhski

O que parece ser varanda, na verdade, é um posto de defesa. Essas áreas não têm piso e eram usadas para lançar pedras e derramar líquidos quentes nos invasores, e a estrutura lateral servia para proteger os locais das flechas de quem tentava atacar.

Complexos de torre do desfiladeiro Djeyrakhski, na Inguchétia, na primavera

Essas torres eram destinadas sobretudo à defesa, mas as famílias também moravam em seu interior.

Torguim, vilarejo inguche no vale de Assi, bastante prospero nos séculos 16 e 17

As aldeias de torres ficavam próximas umas das outras, de modo que as estruturas altas também podiam ser usadas para comunicação usando sinal de fogo, para que todos vizinhos fossem rapidamente informados sobre a aproximação de um inimigo.

Torres de batalha na vila de Charoi

O povo inguche acredita que as torres incorporam seu espírito nacional e a busca pela beleza. Cada torre traz símbolos espirituais de seus construtores e das famílias que financiaram a construção. Mais de 30 torres ainda não foram devidamente estudadas.

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