4 truques que os militares soviéticos usaram para enganar os nazistas

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Tratores disfarçados de tanques e franco-atiradores de forno foram alguns deles.

O povo russo pode nem sempre ter um plano de ação, mas também não tem medo de improvisar – esta anedota resume a incrível desenvoltura russa em situações desesperadoras. Este é o caso, por exemplo, dos truques militares extraordinários que foram usados ​​por soldados russos durante a Segunda Guerra Mundial: 

Trator-tanque

Nos primeiros dias da guerra, o Exército alemão destruiu uma boa parte do equipamento do Exército soviético. Havia grande escassez de tanques e outros veículos blindados.

Enquanto os soldados soviéticos defendiam a cidade de Odessa, eles tiveram a ideia de transformar tratores em tanques. Claro que um veículo agrícola com arma acoplada não era substituto para uma máquina de batalha blindada, mas, ao serem atacados pelos romenos, os soldados russos levaram 20 de seus tratores disfarçados e contra-atacaram no meio da noite com sirenes e faróis para surpreender o inimigo. O truque funcionou e os romenos fugiram.

“Inicialmente, os tratores na URSS eram fabricados de forma que pudessem ser facilmente transformados em tanques. Na verdade, a largura da lagarta dos tratores soviéticos correspondia à largura da lagarta dos tanques soviéticos”, explica o historiador Iaroslav Listov, “Na época, as tropas inimigas, impressionadas pelos tanques de aparência estranha avançando, fugiam em estado de pânico. E então nossos soldados chamaram este modelo de trator de ‘tanque NI’, também conhecido como ‘Na Ispug’ – literalmente, ‘para espantar.”

Documentos ‘enferrujáveis’

Durante o cerco a Leningrado, os líderes alemães costumavam enviar espiões à cidade. Eles obtinham os melhores documentos, uma lista extensa de endereços e contatos, necessários para o sucesso da operação, mas acabavam expostos na barreira final quando seus documentos eram verificados. Os líderes alemães não conseguiam descobrir como os russos conseguiam expor seus espiões, já que seus melhores funcionários estavam envolvidos na produção de passaportes falsos. Os especialistas usavam papel com design soviético e copiaram a cor com perfeição, além de identificara elementos secretos – porém sem sucesso.

Depois da guerra, seu “erro” ficou bem claro. Os alemães meticulosa e cuidadosamente fabricaram grampos para esses passaportes em aço inoxidável não corrosivo, enquanto os grampos que mantinham os verdadeiros passaportes soviéticos eram feitos de aço inoxidável corrosivo, que costumavam enferrujar. Os russos tinham pregado uma peça.

Atiradores de aldeia

Enquanto lutavam contra as forças alemãs na margem superior do rio Don, os franco-atiradores soviéticos conseguiram destruir um esquadrão de morteiros inteiro sem sofrer baixas. As forças alemãs posicionaram suas tropas em uma ravina que foi reforçada no posto de controle. Eles tinham a melhor visão e estavam no lugar perfeito para atirar em qualquer soldado soviético que se aproximasse. No entanto, isso não impediu que os atiradores soviéticos atacassem o campo inimigo. Dois soldados entraram sorrateiramente na ravina perto de uma fazenda destruída pelos alemães. Para não comprometer sua posição, os atiradores atearam fogo em escombros de madeira e se esconderam no forno de uma casa nos entornos. Pela manhã, eles haviam abatido todo o esquadrão alemão, que não havia percebido que estavam sendo alvejados a partir de um velho forno no centro de uma vila incendiada.

Palavrão na ‘escuta telefônica’ alemã

Os decifradores de códigos de Hitler não tinham problema para decifrar as transmissões de rádio e códigos trocados entre as forças de guerrilha e os sinalizadores soviéticos – eles entregaram essas informações aos seus líderes. Como resultado, grupos guerrilheiros individuais decidiram cometer deliberadamente erros ortográficos em seus códigos para confundir os espiões alemães. Em vez de tanques blindados, aviões e fuzis de assalto entravam em cena. A cereja do bolo era a “variedade e riqueza” da língua russa – em outras seja, os palavrões. Depois que os sinalizadores começaram a se comunicar em russo usando linguagem vulgar, os decifradores alemães não tiveram mais chance.

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