As mudanças de visual do homem soviético ao longo do século 20

Camponeses da província de Tchernigov, década de 1900; Fãs de rock pesado no show "Monsters of rock", em 1991.

Camponeses da província de Tchernigov, década de 1900; Fãs de rock pesado no show "Monsters of rock", em 1991.

Kunstkamera; Alexander Poliakov/Sputnik
Rússia sobreviveu a muitas reviravoltas no século passado: três sistemas e Estados mudaram naqueles cem anos. E isso não podia deixar de afetar a aparência das pessoas.

Antes da Revolução, quando havia uma grande diversidade de classes na Rússia, a aparência diferia muito entre os homens. Camponeses, comerciantes, nobres, soldados... Em geral, seu visual era assim durante o Império Russo:

Retrato de senhor com chapéu branco em Níjni Nôvgorod, década de 1900.

Retrato de quatro homens na província de Sarátov, década de 1900.

Oficial subalterno da guarda do regimento de Preobrajênski, A.N. Siniavin.

Serguêiev, Comerciante de Níjni Nôvgorod, década de 1900.

Camponês da província de Tchernigov (atualmente, parte do território ucraniano), na década de 1900.

Grão príncipe Konstantin Konstantinovitch Românov, 1903.

Com a chegada do poder soviético, os nobres perderam seus títulos e fortunas, iniciou-se uma exaustiva Guerra Civil e o Terror Vermelho, seguido por um curto período da NEP (nova política econômica) e relativa liberdade. Nesse momento, havia muitos militares (vestindo túnicas sem dragonas, já que as patentes foram canceladas), mas também pessoas das artes vestidas elegantemente.

Cossacos em Kuban, 1927.

Um dos principais poetas da Era de Prata, Aleksandr Blok.

O comandante vermelho Ivan Kachirin (esq.) e o membro do komsomol Aleksêi Pávlov, nos anos 1920.

O diretor de “Encouraçado Potiômkin”, Serguei Eisenstein, nos anos 1920.

Retrato de pescador, 1925.

Motorista diante do corpo de bombeiros de Leningrado.

 

Com a ascensão de Stálin ao poder, iniciou-se uma coletivização ativa e industrialização ativa, assim como uma das instituições mais tristes da era soviética: o Gulag. Fotógrafos foram enviados a grandes obras soviéticas e os proletários e trabalhadores dos kolkhozes se tornaram os “protagonistas” das crônicas.

O cultuado fotógrafo soviético Aleksandr Ródtchenko na construção do Canal do Mar Branco, em 1933. 

Mineiro em Donbass, 1934.

Fisiculturista, 1934.

O piloto de testes Vladímir Kokkinaki antes de mais um voo, nos anos 1930.

O poeta David Samoilov rimou os anos quarenta (sorokovie) na URSS com “funesto” (rokovie) e o destino estava lançado. Foi uma década de guerra, continuação da repressão, fome, evacuações e as mais difíceis condições de vida. Os homens usam uniformes militares, sobretudos e casacos acolchoados. 

Operadores de rádio durante a Segunda Guerra Mundial, 1943.

O camponês Daníl Zernov com vizinhos de aldeia durante a Grande Guerra Patriótica (como se chamou a participação soviética na Segunda Guerra Mundial), 1943.

O comandante de submarinos e Herói da União Soviética Valentin Starikov, 1942.

Combatente de tropas irregulares na Crimeia, década de 1940.

O compositor Dmítri Chostakóvitch, anos 1940.

No anos 1950, no pós-guerra, a vida aos poucos voltava ao normal e os sobretudos militares são substituídos por ternos. Os homens voltam a exercer profissões pacíficas, continuam a dominar terras e a explorar rincões de difícil acesso na pátria. 

Homens nos anos 1950.

Ivan Petrovitch Kartachev, serralheiro da fábrica "Economaizer" que foi laureado com o Prêmio Stálin, 1953.

Jovem construtor do Canal Volga-Don, 1953.

O compositor Nikolai Oziorov ao volrante do carro “Pobeda”, nos anos 1950.

Competição de motociclismo da Pan-União, 1951.

A década de 1960 está invariavelmente associada ao Degelo, período que se seguiu após o severo regime stalinista. Universitários, publicações “samizdat” com literatura proibida, sorrisos e novamente a construção reativa de prédios residenciais. 

Estudantes da Universodade de Moscou, anos 1960.

Ao ar livre, anos 1960.

Estudantes lendo poemas, anos 1960.

O cultuado poeta dos anos 1960 Evguêni Evtuchenko.

Jovens, anos 1960.

A década de 1970 foi o tempo dos “stiliág”, uma espécie de janotas rock ‘n’ roll soviéticos, das calças boca de sino, dos penteados que hoje parecem estranhos, assim como de filmes “cult” soviéticos. 

Membros do Komsomol, 1976. 

O ator “cult” e sex-symbol soviético Andrêi Mirônov, 1976.

Retrato de homem, anos 1970.

Ao mar, 1979.

A geração que hoje tem mais de 40 é cheia de nostalgia pelos anos 1980, porque esse foi seu tempo! As Olimpíadas de Moscou, o primeiro sopro de liberdade, hippies, óculos enormes, rock e bigodes de Freddie Mercury! 

“Para o banco de reserva no último minuto. Handebol ", 1980

Guram Abramichvili, 1987.

Moscou, 1987.

O cultuado roqueiro Viktor Tsoi, do grupo Kino, 1986.

Punks, 1985.

Os anos 1990 são, talvez, os que mais diferem das décadas anteriores. O colapso da União Soviética, um novo país, a abertura ao Ocidente. Foi um tempo de jeans e experimentos ousados, inclusive com o visual.

O primeiro presidente da Rússia, Borís Iéltsin, jogando tênis, 1992.

Anos 1990.

O cantor pop Valéri Leôntiev, 1992.

Homens tomam sol em piscina moscovita, anos 1990.

Primeiro aparelho de som ocidental. Moscou, anos 1990.

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