Da ascensão ao tombo: como os monumentos a Stálin sumiram do mapa europeu

Y. Kovalenko/Sputnik
O maior monumento a Stalin fora da União Soviética ficava em Praga, mas foi explodido apenas 7 anos após sua construção. Confira outras estátuas que não sobreviveram à desestalinização iniciada em meados dos anos 1950.

Nos anos 1930, os monumentos a Stálin eram parte integrante de qualquer cidade ou vila soviética. Milhares deles foram erguidos por todo o país, fosse em estações, parques e praças centrais. No entanto, no 20º Congresso do Partido Comunista, em 1956, o culto a Stálin foi censurado e deu-se início ao processo de desestalinização. Depois disso, os monumentos ao líder soviético passaram a ser condenados, e, no período de alguns anos, quase todos foram destruídos e apagados da memória. 

Stálin era frequentemente representado perto de Lênin. Foram produzidas diversas cópias do monumento “Lênin e Stalin em Górki”, representando os dois líderes comunistas sentados e conversando em um banco.

Stálin tinha adoração especial por esse tipo de monumento.

Quando começou o processo de desestalinização, a figura de Stálin foi tirada dos monumentos “Lenin e Stálin em Górki”. Mas o resultado era estranho: Lênin sentado sozinho em uma pose ridícula e falando com o nada.

Então, decidiu-se também remover Lênin.

O monumento mais popular e copiado de Stálin estava situado no Canal de Moscou, e tornou-se modelo para muitos monumentos a Stálin erguidos em todo o país.

O monumento a Stálin no parque VDNKh, em Moscou, aparecia frequentemente nos filmes soviéticos. Após a desestalinização, porém, foi cortado de alguns deles.

Durante a Grande Guerra Patriótica (1941 a 1945), quase todos os monumentos a Stálin nos territórios ocupados pelos nazistas foram destruídos pelos alemães. Mas eles foram restaurados quando a guerra chegou ao fim.

O culto a personalidade de Stálin atingiu seu ápice logo após a Segunda Guerra Mundial. A maioria dos monumentos ao “Pai das Nações” foi erguida nesse exato momento.

Além de Lênin, Stálin era frequentemente representado com o escritor soviético Maksim Górki ou com o marechal Kliment Vorochilov.

O maior monumento a Stálin, com 24 metros de altura, estava localizado em Stalingrado (atual Volgogrado), na entrada do Canal Volga-Don. Derrubado em 1962, foi substituído por um estátua de 27 metros de Lênin, que continua sendo um dos monumentos mais altos do mundo ainda hoje.

Fora da URSS, enormes monumentos (assim como pequenas esculturas) a Stálin foram erguidos na Alemanha, na Hungria, na Tchecoslováquia, na China e nos EUA.

O maior monumento a Stálin fora da União Soviética ficava em Praga. Com 15,5 metros de altura e 22 metros de comprimento, era também a maior estátua de grupo na Europa. O monumento existiu por sete anos antes de ser explodido em 1962.

Hoje em dia, não há grandes monumentos a Stálin na Rússia. Ainda assim, algumas das antigas estátuas e bustos menores foram encontradas e restauradas por entusiastas locais – e fazem sobretudo parte de coleções de museus ou acervos particulares.

Nos primeiros planos quinquenais de Stálin. Moscou deveria ser transformada quase que da noite para o dia na capital modelo do primeiro Estado socialista do mundo. Mas grande parte desse enorme projeto jamais saiu do papel.

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