Os 3 assassinos mais sangrentos da Rússia nos anos 1990

De empresário rico a militar, assassinos tinham habilidades e histórias que mais relembram MacGyver.

De empresário rico a militar, assassinos tinham habilidades e histórias que mais relembram MacGyver.

Legion Media
Profissionais do crime tinham aviões privados, escaparam das prisões mais seguras e chegaram a fingir querer ajudar para atingir suas vítimas.

Sasha Makedonski (Aleksandr Solónik): 43 vítimas mortais

Aleksander Solonik, também conhecido como Sasha Makedonsky, é, provavelmente, o assassino mais conhecido da Rússia, que tinha habilidades quase sobre-humanas de tiro e uma sorte incrível.

Makedonski inspirou dois filmes, nove séries de TV e três livros.

Nascido em 1960, Makedônski serviu no exército soviético no final da década de 1970, e, no início dos anos 1980, durante seis meses, trabalhou para a polícia, mas foi demitido por sua violência e crueldade contra suspeitos.

Makedônski matou os líderes criminosos mais famosos da Rússia dos anos 1990. Segundo diversas fontes, ele nunca planejava suas operações em detalhes, mas confiava na sua intuição.

Certa vez, declarado culpado de um estupro, Makedônski saltou da janela do tribunal e escapou em um carro fúnebre.

Depois de uma onda de assassinatos e múltiplas prisões e fugas, ele foi forçado a deixar a Rússia. Foi para Atenas, onde alugou uma mansão que dividia com uma modelo russa de 22 anos, Svetlana Kôtova.

Makedônski cortou todos os laços com seus antigos "empregadores", e usava os retratos de seus ex-chefes como alvos na prática de tiro. O assassino, no entanto, não percebeu que sua mansão era grampeada por seus inimigos.

Criminosos russos decidiram enviar a Atenas o outro assassino, Sasha Soldat, para eliminar Makedônski. Como não era de surpreender, Soldat consegui estabelecer um relacionamento amigável com Makedônski e se encontrou com ele em sua mansão.

Pouco depois, a polícia grega encontrou o corpo de Makedônski, que tinha sido estrangulado e encharcado com ácido. O corpo da sua namorada, Svetlana, foi desmembrado.

Anos mais tarde, Sasha Soldat foi acusado deste e de outros assassinatos.

Sasha Soldat (“Soldado”, em russo, nome de batismo Aleksandr Pustovalov): 35 vítimas mortais

Formado em música e ex-operário na indústria espacial em Moscou, Sasha Soldat (Aleksandr Pustovalov) foi recrutado para o exército e chegou ao corpo de elite da Marinha.

Ainda no exército, ele gostava de servir, e pediu para ser enviado à frente de batalha durante a a primeira Guerra da Tchetchênia 1994, mas não recebeu permissão.

Após uma briga sangrenta em um bar local com membros de uma das quadrilhas do crime organizado de Moscou, as habilidades de luta de Soldat impressionaram os criminosos que o convidavam a se unir juntar a seus grupos.

A serviço dos criminosos, Soldat pode aplicar as habilidades mortais que tinha aprimorado durante o serviço na Marinha.

Soldat foi especialmente inventivo no trabalho preparatório, a fim de camuflar seus assassinatos da melhor maneira possível.

O assassino foi preso em 1999 e condenado a 24 anos de prisão.

Maks, o Coxo (Maksim Lazóvski): 42 vítimas mortais

A vida de Lazóvski não foi marcada, como seria de se esperar, por decepções e fracassos. O jornal russo Kommersant escreveu que seus jornalistas puderam se encontrar diversas vezes com Lazóvski, que era um empresário bem-sucedido e tinha quatro jatos privados.

No entanto, Maks, o Coxo, ganhou sua fortuna não apenas comercializando petróleo, mas também extorquindo e assassinando empresários, além de organizando atentados terroristas em Moscou.

Ele era conhecido por ter uma abordagem brutal, espalhafatosa e ousada. Em 1993, junto a seus cúmplices, Coxo abriu fogo no centro da cidade e matou cinco pessoas que lhe deviam dinheiro. No mesmo ano, Maks explodiu um estacionamento local por vingança após um conflito com seus funcionários.

No total, Lazóvski matou pelo menos 42 pessoas.  A polícia o prendeu em 1996, mas, surpreendentemente, ele foi acusado apenas por porte ilegal de armas e de usar documentação falsa. Maks, o Coxo foi sentenciado a apenas dois anos de prisão, que quase cumpriu completamente em detenção preventiva.

Em 2000, Lazóvki foi fuzilado na varanda de uma igreja na região de Moscou. Até hoje não se sabe quem o matou.

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