Centenas de russos participam de Festival Internacional de Capoeira de Vladivostok; veja fotos

VL.ru
Em sua terceira edição, evento neste ano ganhou subtítulo “Em cima da maré”.

A capoeira e o samba invadiram o Extremo Oriente russo no 3° Festival Internacional de Capoeira de Vladivostok, realizado no último sábado (14), no complexo esportivo “Tchempion-2”, onde houve também exames para troca de cordões.

O evento reuniu centenas de apaixonados do esporte brasileiros vindos de diversas capitais estaduais russas, como Ussurisk, Khábarovsk, Iújno-Sakhalinsk e Magadan.

O subtítulo “Em cima da maré”, que já vinha sendo aventado há alguns anos, refere-se também à disposição geográfica litorânea de Vladivostok.

Além disso, anunciou-se que a federação local de capoeira ali não é mais filial da “Associação de capoeira Mestre Bimba”, mas uma organização separada.

Em agosto de 2017, os capoeiristas locais, junto a capoeiristas de Salvador, criaram o grupo Capoeira Existência, que não segue nenhuma escola, mas o caminho de desenvolvimento da arte marcial no Brasil em geral.

Assim, neste ano o festival convidou mestres de uma das maiores escolas de capoeira do mundo, a Cordão de Ouro - Mestre Cueca, de Israel, e Mestre Gaiola, do Brasil – e não representantes do estilo “Regional”, que anteriormente frequentavam o litoral leste russo com suas master-class.

“Saímos da composição daquela escola e decidimos trabalhar com mestres de ramos completamente diferentes da capoeira e buscar um novo rumo. Isto abre para nós novas possibilidades, mais aprendizado, inspiração e motivação para a busca de novas técnicas que sejam mais próximas de nossos alunos”, disse ao portal local VL.ru a diretora de desenvolvimento da federação de capoeira de Vladivostok, Daria Savina.

“Apresentamos os mestres Cueca e Gaiola à Rússia, depois visitamos São Paylo no grande festival em homenagem aos 50 anos do grupo Cordão de Ouro. Ficamos muito impressionados com o nível dos mestres e seu conhecimento. Seu estilo é baseado em uma interação muito interessante entre os capoeiristas, na rica qualidade dos movimentos acrobáticos, na adoção prática ativa de inovações adquiridas na experiência dos treinos”, completou.

Nas vésperas do festival, mais de 140 crianças e 40 adultos de quatro regiões do Extremo Oriente russo participaram, durante alguns dias, de cursos intensivos de capoeira dos mestres da Cordão de Ouro.

Também foram realizados testes para troca de cordões por mais de 130 crianças e adolescentes capoeiristas e 30 adultos.

O festival foi aberto com performances dos instrutores convidados do Brasil e de Israel e continuou com apresentações de samba.

O som local tomou as cores verde e amarela: bateria, pandeiro, berimbau, atabaque e vocais ao vivo se misturavam na atmosfera.

No “batizado” mais de 40 capoeiristas ganharam seus primeiros cordões. Depois,  as rodas se formaram, e nelas ocorreram as provas para troca de cordões.

“Recebi hoje meu segundo cordão. Já treino capoeira há mais de um ano, e antes disso, praticava dança de salão esportiva, mas perdi o interesse e me encontrei na capoeira.  Gosto dos elementos de acrobacia e golpes, interesso-me pela cultura brasileira... Neste esporte, tenho objetivos, não perco o interesse e quero conseguir mais cordões, desenvolver-me”, contou ao portal VL.ru o adolescente de Vladivostók Vadím Adenin, de 13 anos.

“É claro que a presença dos mestres estrangeiros me motiva muito. Acho que sua presença nos ajuda não só nos treinos, mas com a disciplina e concentraão na capoeira. Durante as master-class, conseguimos conversar com eles, fazer muitas perguntas, descobrir muitas coisas novas”, completa.

Outra novidade do festival foi a introdução das primeiras faixas especiais da Capoeira Existência que serão atribuídas mensalmente aos alunos por seus avanços também no domínio dos instrumentos musicais e realizações musicais, nas acrobacias, na força, nos conhecimentos folclóricos e culturais, além de danças brasileiras.

O sistema visa a aumentar a motivação dos alunos e tem se mostrado eficiente, segundo Daria Savina.

Com informações do site NewsVL.ru.

Quer saber onde tudo isso começou? Então leia "Paranauê com sotaque russo".

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