Construção de fábrica da Kalashnikov na Venezuela tem novo atraso

Vitaly V. Kuzmin/www.vitalykuzmin.net
País sul-americano não conseguirá concluir usina de fuzis neste ano devido a crise política e econômica.

A Venezuela não será capaz de concluir a construção de uma nova fábrica de fuzis de assalto russos Kalashnikov neste ano, como planejado, segundo a agência de notícias russa Tass.

De acordo com o diretor do Serviço Federal de Cooperação Técnico-Militar da Rússia, o atraso é consequência da atual situação no país latino-americano, e as obras deverão ser terminadas entre 2020 e 2021.

A edificação da usina é realizada seguindo contrato assinado entre os dois países em julho de 2006, e poderá produzir até 25 mil fuzis AK-103 e 50 milhões de cartuchos ao ano. 

Em dezembro de 2016, o então vice-premiê russo, Dmítri Rogôzin, declarou que a fábrica entraria em funcionamento em 2019. Este prazo foi confirmado pelo ministro do Poder Popular de Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, após negociações com seu homólogo russo, Serguêi Choigu, em abril de 2018.

Em julho de 2019, o diretor geral da Rosoboronexport, única exportadora autorizada de armas e equipamentos militares da Rússia, Aleksandr Milheev, confirmou que a Venezuela estava cumprindo todos os compromissos ligados com a construção da fábrica de fuzis russo e concluiria as obras a tempo.

O acordo para a edificação da fábrica de fuzis de assalto russos AK-103 e munições em Maracay, no Estado de Aragua, na Venezuela, foi elaborado pessoalmente pelo ex-presidente venezuelano Hugo Chávez. O documento foi assinado pela Rússia e pela Venezuela em 2006. Um ano antes, o país latino-americano havia comprado 100 mil novos fuzis AK-103.

Este não é o primeiro atraso nas obras, cuja entrega final foi adiada diversas vezes. Em 2014, as obras foram suspensas devido a uma fraude da empresa responsável pela construção. A obras foram retomadas somente em 2016.

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