Rússia quer vender helicópteros Ansat a Brasil, México e Colômbia

O Ansat é um helicóptero leve e pode ser empregado no transporte de passageiros e de carga ou em trabalhos de resgate.

Vitali V. Kuzmín
Ideia é entregar novos lotes de aeronaves já em 2019.

No próximo ano, a Rússia poderá fornecer um novo lote de helicópteros civis Ansat para diversos países da América Latina, entre eles, o Brasil, segundo o diretor-geral da holding Russian Helicopters, Andrêi Boguínski.

Segundo a agência de notícias russa Tass, a fábrica está em negociações sobre o fornecimento de aeronaves com diversos compradores da América Latina e do Sudeste Asiático.

"Estamos discutindo os detalhes do fornecimento de novos lotes de Ansat e trabalhando junto à Rosaviatsia [Agência Federal de Transporte Aéreo da Rússia] para receber os certificados da aeronave", disse Boguínski.

A fábrica também já teria realizado negociações preliminares com Brasil, México, Colômbia, China e Índia.

Os primeiros modelos do Ansat foram entregues ao México e à Colômbia em 2015.

'Kaláshnikov aérea'

O nome Ansat significa "simples" em tártaro, língua falada na região central da Rússia. Devido a sua simplicidade e fácil manutenção, a aeronave também é conhecida como “Kaláshnikov aérea” entre os russos.

Fabricado em Kazan, capital do Tatarstão, o helicóptero é usado na aviação civil.

O Ansat é um helicóptero leve e pode ser empregado no transporte de passageiros e de carga ou em trabalhos de resgate.

Com múltiplas funções, ele é especialmente competitivo devido a seu baixo custo.

Em 2017, o preço de um Ansat era de cerca de US$ 3,9 milhões, ou seja, consideravelmente baixo, se comparado a seu principal concorrente, o Eurocopter EC-145.

O primeiro voo de um Ansat foi realizado em 1999. Em agosto de 2013, o helicóptero recebeu o certificado no registro do Comitê Interestatal de Aviação.

No mesmo ano, seis helicópteros Ansat-U foram adquiridos pela Academia das Forças Aéreas da Rússia para treinar cadetes.

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