7 filmes de Tarkóvski que todo mundo deveria conhecer

Igor Gnevashev/Global Look Press
Maior diretor da Rússia – e o preferido de Lars Von Trier - concluiu apenas sete filmes, mas todos são geniais e imperdíveis. Descubra o por quê!

"Para mim ele é Deus", disse Lars von Trier sobre o cineasta russo Andrêi Tarkóvski. Em entrevista à revista “Time Out London”, o diretor dinamarquês disse que assistiu 20 vezes ao filme “O espelho”, de 1975.

Recentemente, quatro filmes de Tarkóvski entraram para a lista da BBC dos 100 maiores filmes de língua estrangeira de todos os tempos.

A beleza e o silêncio filosófico da obra de Tarkóvski ainda inspiram diretores aclamados, de von Trier a Andrêi Zviaguintsev, assim como cineastas da nova geração.

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Um dos diretores mais visionários, celebrados e influentes do mundo quando de sua trágica morte, aos 54 anos de idade, Tarkóvski fez apenas sete longas-metragens. Todos são explorações metafísicas e espirituais da humanidade, e cada filme é reconhecido mundo afora como uma obra de arte.

1. A Infância de Ivan, 1962

Este é o primeiro longa-metragem de Tarkóvski. Ivan, que tem doze anos de idade, ficou órfão devido às tropas invasoras de Hitler e se torna um patrulhador do exército soviético. Ele arrisca a vida passando entre as linhas de frente nos pântanos.

O filme rendeu elogios a Tarkóvsky no Ocidente, e ele levou o Leão de Ouro no Festival de Veneza.

2. Andrei Rublev, 1966

O filme seguinte de Tarkóvski é mostra como sua técnica avançou. Ele mostra oito momentos na vida de Andrei Rublev (que se pronuncia “Andrêi Rublióv”), um pintor de ícones religiosos russos do século 15.

O filme foi interpretado por muitos como uma alegoria da situação do artista sob o regime soviético e, consequentemente, teve seu lançamento comercial proibido na Rússia por anos a fio.

  1. Solaris, 1972

Tarkóvski foi mais elogiado ainda após ter adaptado para as telas o romance de ficção científica “Solaris”, do polonês Stanislaw Lem.

A história é sobre um cientista que é enviado para investigar acontecimentos misteriosos em uma estação espacial na órbita do planeta Solaris.

Ao chegar, ele encontra sua defunta esposa viva na estação e tenta matá-la, mas ela fica voltando à vida a todo momento – realmente enervante!

4. O Espelho, 1975

“O espelho” é, sem dúvida, o principal título da filmografia de Tarkóvski e o mais próximo possível da poesia que o cinema pode chegar.

As memórias fragmentadas do poeta Aleksêi, que está morrendo, formam este assombrado devaneio autobiográfico, que entrelaça poemas do pai de Tarkóvski, Arsêni, um respeitado escritor da era soviética.

A abordagem caleidoscópica do filme não tem  uma narrativa direta e mistura acontecimentos, sonhos e memórias, além de imagens de noticiário.

  1. Stalker, 1979

O segundo filme de ficção científica de Tarkóvski foi também seu último título rodado na Rússia antes de ele emigrar para a Itália. É baseado no romance “Piquenique na Estrada”, dos irmãos Strugátski.

Em um mundo fictício, o protagonista, Stalker, fatura liderando passeios ilegais na Zona Morta. Esta é uma área de perigo oculto que contém uma sala que concede aos visitantes seus desejos mais íntimos.

Então, Stalker parte para a Zona Morta com o Escritor e o Professor. Os caminhos pela área desolada – que é tanto um estado de espírito como um lugar - só podem ser sentidos, e não vistos, nesta confusão metafísica.

  1. Nostalgia, 1983

No início da década de 1980, Tarkóvski deixou a Rússia definitivamente.

Sua carreira como cineasta foi reiniciada na Itália, onde ele fez o documentário de TV “Tempo di viaggio” logo antes de “Nostalgia”, que foi escrito em colaboração com o renomado roteirista italiano Tonino Guerra.

Em “Nostalgia”, um escritor russo visita a Toscana com seu tradutor, pesquisando a vida de um compositor russo do século 18 que se suicidou.

Ele se frustra, cheio de saudades e desespero, até que conhece Domenico, um homem maluco que o convence a assumir uma tarefa: percorrer, com uma vela acesa, de uma extremidade a outra de uma piscina de spa para "salvar o mundo".

  1. O Sacrifício, 1986

Quando Tarkóvski começou a trabalhar em filme seguinte, o último deles, ele sabia que estava gravemente doente com um câncer.

Com produção sueca, “O sacrifício” é uma alegoria de sacrifício próprio. Nele, um homem, interpretado por Erland Josephson, desiste de tudo o que lhe é caro para evitar uma catástrofe nuclear.

A escolha de Josephson e do cinegrafista Sven Nykvist para trabalhar no filme, ambos conhecidos por suas colaborações com Ingmar Bergman, indicam a influência que o diretor sueco teve sobre Tarkóvski. Bergman era um dos poucos diretores que Tarkóvski realmente admirava.

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