Rio ganha mostra de cinema russo contemporâneo

"Aleksandra" (2007), de Sokúrov, está entre os títulos selecionados para a mostra.

"Aleksandra" (2007), de Sokúrov, está entre os títulos selecionados para a mostra.

Divulgação
Produções invadem as telonas da Caixa Cultural Rio a partir da próxima terça (19) com 16 títulos e ciclo de palestras. Os filmes terão preços populares, entre R$ 1 e R$ 2.

A Caixa Cultural do Rio de Janeiro abrigará, de 19 de setembro a 1º de outubro, a mostra inédita “Rússia: um quarto de século através do cinema”, com 16 títulos do cinema contemporâneo russo.

Além dos filmes, a mostra terá um ciclo de palestras ministradas por seus curadores, Maria Vragova e Luiz Gustavo Carvalho, em conjunto com o redator-chefe da revista “Iskússtvo kinô” (A arte do cinema), Antôn Dôlin.

“O cinema russo foi, com certeza, sempre um dos mais expressivos do mundo e o país contribuiu de maneira singular para o desenvolvimento da sétima arte no século 20. Em 2017, ano em que se comemora o centenário da Revolução Russa, a mostra apresenta pela primeira vez uma produção cinematográfica em boa parte inédita no país, revelando grandes nomes do cinema russo contemporâneo. A seleção aqui apresentada pretende revelar também um pouco da realidade da Rússia atual”, dizem os curadores Luiz Gustavo e Maria.

A seleção abrange produções realizadas entre 1991 e 2017, entre documentários e filmes de ficção, e contará com uma retrospectiva com a obra de Aleksêi Guérman (1938-2013), com os longas “Khrustalev, o carro!”(1998) e “É difícil ser um deus” (2013), último trabalho do diretor.

 “Algo melhor por vir” (2014), da jovem diretora Hannah Polak, recebeu 23 prêmios em festivais internacionais e retrata  a vida de uma família no maior lixão da Europa.

Em pé de igualdade com Andrêi Tarkóvski e Aleksandr Sokúrov, Guérman é considerado um dos principais diretores de cinema da segunda metade do século 20 na URSS e na Rússia.

Entre os filmes inéditos no país estão: “Fábrica ‘Esperança’”(2014), de Natália Meshanínova, um dos nomes femininos mais promissores da nova geração de diretores da Rússia; “Blues de Grózni” (2015), de Nicola Belucci, que retrata a vida na Tchetchênia contemporânea; e “Algo melhor por vir” (2014), da jovem diretora Hannah Polak, que recebeu 23 prêmios em festivais internacionais e retrata  a vida de uma família no maior lixão da Europa.

“Sufocamento” (2017), de Kantemir Balagov, também será exibido. O filme estreou no Festival de Cannes 2017, onde ganhou o prêmio FIPRESCI.

A programação exibirá ainda obras que retratam os difíceis anos 1990 na Rússia pós-soviética, como “Irmão”(1996), de Aleksêi Balabanov, e “Periferia”(1998), de Piotr Lutsik, além do ultrapolêmico “Leviatã(2015), de Andrêi Zviangintsev.

O cinema documental será representado por dois títulos do premiado diretor Vitáli Mânski: “Relações próximas” (2016) e “Sob o sol(2015).