Cientistas russos criam rede explosiva contra drones

Legion Media
Rede será lançada pelo mais recente sistema de artilharia "Derivátsia" que não só destruirá drones, mas também poderá capturá-los para coletar informações.

No final de novembro, os cientistas da corporação estatal russa Rosatom revelaram uma nova arma contra veículos aéreos não tripulados, uma rede “explosiva” que corta drones no ar. Os primeiros protótipos da arma já foram enviados para testes.

O projétil contém diversos blocos de metal e uma rede. Cada um dos blocos contém explosivos e pesos de metal conectados por elementos de corte de ligação flexível. Após o disparo, esses blocos explodem no ar e estendem a rede, que tem poder de cortar os alvos aéreos.

Segundo os desenvolvedores, o projétil pode destruir pequenos drones ou bombas aéreo-guiadas com mais sucesso do que a munição existente, já que tem uma zona de controle maior.

“Esse novo dispositivo foi criado para sistemas modernos e será instalado no sistema de artilharia antiaérea autopropelida Derivátsia", diz o editor-chefe da revista militar Nezavíssimoie Voénnoe Obozrénie, Dmítri Litôvkin.

O "Derivátsia" é um sistema de defesa aérea de infantaria projetado para derrubar aeronaves, helicópteros, drones, bombas e mísseis em baixas altitudes. Além disso, o complexo pode destruir veículos terrestres com blindagem leve com sua arma automática de calibre de 57 mm e uma metralhadora de 7,62 mm.

“Hoje, esse sistema é armado apenas com munições que explodem no ar, criando uma nuvem de fragmentos de metal. A nova munição possibilitará não apenas danificar os drones, mas também de desativá-los e capturá-los para coletar informações”, explica Litôvkin.

Segundo ele, a Rosatom desenvolverá diversos tipos desses projéteis, entre eles, modelos mais poderosos para a eliminação de drones e outros, menos poderosos, que podem capturar e desativar os drones sem danificá-los.

Os testes das novas munições devem levar entre 4 e 5 anos, segundo ele. Assim, a arma poderá ser adotada pelo exército apenas em 2026.

Hoje, o exército russo utiliza outros meios contra drones, entre eles, veículos radioeletrônicos que podem “cegar” sinais de satélites e de rádio na área de operação de drones e canhões eletromagnéticos REX-1.

“A rede explosiva russa não tem análogos no exterior. As armadilhas automáticas que disparam redes, como o 'Predador' americano ou o 'Bayraktar' TB2, da Turquia, podem capturar apenas drones pequenos e são capazes de destruir ou desativar drones médios ou grandes”, diz o diretor de desenvolvimento da Fundação para a Promoção de Tecnologias do Século 21, Ivan Konovalov.

Segundo ele, porém, as capacidades finais da nova munição russa ainda não estão claras, e é preciso esperar os resultados dos testes de combate.

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