Rússia anuncia produção de versão para exportação do caça de quinta geração baseado no Su-57

Ciência e Tecnologia
NIKOLÁI LITOVKIN
O avião será supermanobrável, leve e terá um único motor, cujo preço será significativamente menor que o do Su-57 do exército russo.

No início de junho, a corporação Sukhoi anunciou o início do desenvolvimento de um caça tático monomotor de quinta geração. A aeronave será baseada no Su-57 e desenvolvida exclusivamente para exportação.

Externamente, o avião terá as soluções técnicas dos caças Su-57, incluindo revestimento com absorção de rádio, aviônicos e sistemas de armas.

"O novo avião de combate terá um motor diferente do Su-57. Será um motor Al-31FN, menos potente", diz o analista militar da revista Military Review, Vladímir Stavreev.

Segundo especialistas em aviação, o peso de decolagem não ultrapassará 18 toneladas e, assim, o novo avião para exportação será 7 toneladas mais leve do que o Su-57.

"A relação empuxo-peso, ou seja, a relação entre a massa do avião e o empuxo do motor, deve ser igual ao Su-57", explica Stavreev.

Segundo ele, a velocidade máxima da nova aeronave supermanobrável monomotor será de mais de 2.000 km/h.

A principal vantagem do caça monomotor é seu preço: a versão do Su-57 para exportação será bem mais barata do que a do exército russo. Segundo especialistas militares, o preço do novo avião russo poderá metade do de um F-35 dos Estados Unidos, que custa US$ 100 milhões.

Quanto ao desempenho em combate, os monomotores não serão inferiores aos Su-57 em termos de equipamento de bordo, sistemas de radares e capacidade de manobra.

Embora os aviões com dois motores tenham mais chances de voltar à base no caso da perda de um dos motores, em condições de combate, os monomotores são mais práticos, segundo Stavreev.

“Durante operações de combate intensas, nas zonas cobertas com sistema de defesa antiaérea poderosos um caça realiza entre cinco e dez voos. Em seguida, o avião tem que ser consertado ou é abatido. É muito caro perder aeronaves de dois motores", diz.

"Qualquer potência mundial deve ter tecnologia para criar aeronaves monomotoras de baixo custo, a fim de estabelecer rapidamente sua produção em massa, em caso de guerra", completou.

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