Pandemia paralisa construção de fábrica da Kalashnikov na Venezuela

Reuters
Projeto foi promovido pelos presidentes Vladimir Putin e Hugo Chávez em 2006 e já foi adiado diversas vezes.

Devido à pandemia do coronavírus, a construção da fábrica de fuzis de assalto Kalashnikov na Venezuela foi interrompida, segundo uma fonte da agência Interfax em Caracas.

"A realização do projeto continua, mas o coronavírus afetou tudo: funcionários, entrega de materiais e a construção da infraestrutura necessária", disse a fonte.

Segundo a agência, o novo prazo de conclusão dos trabalhos é desconhecido.

O acordo para a construção de duas fábricas da Kalashnikov na Venezuela foi assinado pelo presidente russo Vladímir Pútin e seu homólogo venezuelano, Hugo Chávez. em 2006. O objetivo é lançar a produção licenciada de fuzis de assalto AK-103, que disparam cartuchos de calibre de 7,62 mm, no território do país latino-americano.

No final de 2014, o então vice-premiê russo, Dmítri Rogôzin, informou sobre falhas na construção das fábricas que levavam a um adiamento da data de conclusão das fábricas, previsto na época para 2015.

Em meados de 2015, o diretor da empresa russa responsável pela construção, o ex-senador Serguêi Popelniukhov, foi preso sob acusação de desvio de mais de US$ 13,6 milhões alocados para a construção das fábricas venezuelanas.

Em agosto de 2019, o chefe do Serviço Federal de Cooperação Militar-Técnica, Dmítri Chugaiev, declarou que as fábricas de fuzis de assalto Kalashnikov na Venezuela seriam lançadas entre 2020 e 2021 devido à situação política e econômica na Venezuela.

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