Nova metralhadora das Forças Especiais é revelada na Rússia

Kirill Kallikov/Sputnik
RPL-20 é a primeira metralhadora leve russa alimentada por cinto de munição e criada para unidades militares de elite do país.

Durante a feira internacional militar “Army-2020”, realizada na região de Moscou, a Kalashnikov, maior fábrica de armas da Rússia, revelou uma nova metralhadora leve: a RPL-20, criada para disparar munições de calibre de 5,45 x 39mm.

Segundo os engenheiros responsáveis pelo projeto, a nova metralhadora foi baseada na arma de fogo automática RPK-16 e desenvolvida especialmente para Forças Especiais da Rússia. Até o momento, existe apenas um protótipo da metralhadora, que está agora em fase de testes.

RPL-20 versus RPK-16

Antes da RPL-20, a Rússia carecia de metralhadoras com munição em cintas que pudessem usar cartuchos de calibre de AK-74M e AK-12. No entanto, as características técnicas da nova arma são consideradas um segredo corporativo.

"Sua tecnologia ainda não foi patenteada. Para garantir que outros [fabricantes] não a copiem, não estamos revelando os detalhes", declarou o diretor do Serviço Federal de Cooperação Técnico-Militar, Vladímir Onokoi.

Externamente, a nova metralhadora têm diversas diferenças funcionais em comparação com a RPK-16, incluindo uma nova caixa de munições para 100 cartuchos de calibre 5,45x39 mm que remove o limite da quantidade de munição disponível antes da recarga. Assim, por exemplo, o atirador pode usar um cinto de 300, 500, ou até 700 cartuchos.

"A RPL-20 é 2,3 kg mais leve que sua concorrente direta, a belga FN Minimi, a metralhadora alimentada por cinto mais famosa e leve do mundo. A russa tem um terço do peso total da belga com munição. É impressionante", disse Onokoi.

Além disso, a arma tem controles bilaterais, projetados para atiradores destros e canhotos, poderá ser equipada com novas miras e coronha ajustável, e tem barril removível que permite instalar barris curtos ou longos. "O longo serve para operar a distâncias de até um quilômetro, o curto é usado para atirar a distâncias de até 300 metros, ou seja, o alcance do fuzil de assalto automático AK", explicou Onokoi.

"É provável que a metralhadora seja entregue às Forças Especiais e ao exército em sua forma atual. Os testes oficiais e as negociações com os militares são muito simples e transparentes", declarou o porta-voz do consórcio Kalashnikov.

Segundo ele, os testes e a decisão final do comando militar russo sobre o uso do RPL-20 serão realizados no próximo ano. Assim, espera-se que a empresa anuncie o destino de sua nova metralhadora durante a próxima edição da feira internacional militar, a “Army-2021”.

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