Tudo sobre o novo AK-9 silencioso

Macaque123 (CC BY-SA 4.0)
Fuzil de assalto projetado para Forças Especiais pode atingir alvos a até 400 metros de distância sem revelar localização de atirador.

Os fuzis Kalashnikov são a principal arma do exército e das Forças Especiais da Rússia desde a década de 1940. A arma ganhou reputação por sua incrível confiabilidade e capacidade de cumprir suas funções sob chuva, neve e areia. Na atualidade, os engenheiros da fábrica exploram um novo nicho: o dos fuzis silenciosos.

Desde o final dos anos 1980, as Forças Especiais da Rússia (em russo, “Spetsnaz”) usavam dois tipos de fuzis com silenciadores: o VSS Vintorez e o AS Val, criados para atingir alvos a até 400 metros de distância.

"A capacidade do Val e do Vintorez é de cerca de 5.000 tiros. Em outras palavras, após milhares de tiros, a arma tem que ser trocada por uma nova, já que parte dos mecanismos já não é confiável", explica uma fonte na polícia russa que não quis ser identificada. 

Além disso, o Val e o Vintorez contêm muitas peças pequenas que podem se perder facilmente durante a limpeza e a desmontagem.

O novo fuzil silencioso e compacto AK-9 foi criado para usar cartuchos de calibre de 9x39 mm, que podem perfurar blindagem de segunda classe e atingir alvos a até 400 metros de distância.

Tecnicamente, o AK-9 é um sucessor do fuzil de assalto clássico AK-74M com um novo cano e sistema de recarga por gás e nós de saída mais estreitos. 

As munições subsônicas do AK-9 são menos mortais que as do AK-74M, mas permitem disparar sem ruído.

O novo fuzil pode ser equipado com um lança-granadas na parte inferior do cano, mira a laser, lanterna, mira colimador e visão noturna.

Ao contrário do Vintorez e do Val, o AK-9 pode ser usado sem silenciador e disparar nos modos de disparo único ou automático. 

No momento, a arma está na fase final do desenvolvimento e deverá ser passada às Forças Especiais para testes.

LEIA TAMBÉM: SR-1 Vektor, a pistola russa proibida nos Estados Unidos

Autorizamos a reprodução de todos os nossos textos sob a condição de que se publique juntamente o link ativo para o original do Russia Beyond.

Mais reportagens e vídeos interessantes na nossa página no Facebook.
Leia mais

Este site utiliza cookies. Clique aqui para saber mais.

Aceitar cookies