Rússia vai retirar do fundo do mar todos seus submarinos nucleares afundados

Voyénnoie obozrenie
Primeiro do projeto será K-27 que submergiu no Mar de Kara em 1981 após um acidente nuclear. Ideia é retirar submarinos dos locais e armazenar os resíduos nucleares.

O governo russo anunciou que reflutuará todos os seus submarinos nucleares afundados. Para tanto, diversas instituições científicas já estão elaborando soluções técnicas, segundo o jornal estatal Rossiyskaya Gazeta e o portal especializado Flot.com.

O primeiro do projeto a emergir será o submarino nuclear K-27, que sofreu uma avaria no reator e afundou perto do arquipélago de Nova Zembla.

O submarino entrou em funcionamento em 1963. Em maio de 1968, quando estava no Mar de Barents, ele sofreu um acidente nuclear. Um dos membros da tripulação morreu a bordo e outros oito, no hospital, devido às altas doses de radiação.

Em abril de 1980, decidiu-se isolar o reator nuclear e afundar o submarino no Mar de Kara, no litoral nordeste do arquipélago de Nova Zembla.

O submarino está localizado a uma profundidade de 75 metros. Segundo o jornal Rossiyskaya Gazeta, a operação deverá começar na primeira metade da década de 2020.

O governo já alocou uma parte dos fundos para a construção de um navio especializado para as operações de salvamento do navios afundados

Caso os especialistas consigam emergir o K-27 com êxito, o mesmo método será utilizado para reflutuar o submarino Komsomolets, que se encontra no fundo do mar da Noruega.

A ideia é retirar submarinos dos locais e, depois, armazenar os resíduos nucleares. Mas nenhuma informação específica quanto a esse aspecto do resgate dos equipamentos foi divulgada ainda.

LEIA TAMBÉM: Como um submarino nuclear soviético conseguiu afundar não uma, mas DUAS vezes

Autorizamos a reprodução de todos os nossos textos sob a condição de que se publique juntamente o link ativo para o original do Russia Beyond.

Mais reportagens e vídeos interessantes na nossa página no Facebook.
Leia mais

Este site utiliza cookies. Clique aqui para saber mais.

Aceitar cookies