Três gigantescos navios de guerra soviéticos que jamais saíram do papel

Kulinichenko/TASS
Monstros navais deveriam se tornar os navios mais poderosos do mundo, mas nunca foram construídos devido a razões diversas.

Navios de guerra de Stálin

Sovetsky Soyuz em junho de 1942

Na década de 1930, o governo soviético tinha a intenção de criar uma poderosa frota oceânica para se equiparar às forças navais das principais potências mundiais. De acordo com o projeto, os cientistas desenvolveriam novos cruzadores de batalha do projeto 23 ‘União Soviética’.

A ideia era que esses navios de guerra fossem os maiores e mais poderosos da época, com um deslocamento de 65 mil toneladas. Os navios de 270 metros de comprimento deveriam transportar até 1.300 pessoas e atingir a velocidade de 29 nós (53 km/h) graças ao motor de 200 mil cavalos de potência.

Os navios do ‘União Soviética’ seriam equipados com armas de artilharia de calibre de 406 mm capaz de disparar projéteis de 1.105 kg a distâncias de até 46 km. A blindagem de quatro metros de espessura deveria resistir a uma explosão equivalente a 750 quilos de TNT.

No entanto, a construção dos navios do projeto 23 foi congelada após o início da Segunda Guerra Mundial. Na época, o governo soviético precisava de outros tipos de armamentos. Nenhum dos navios foi concluído, e os cascos foram desmantelados e usados para a construção de outros equipamentos blindados de guerra.

Após o término do conflito, os militares não tinham capital para ressuscitar esse projeto ambicioso e decidiram se concentrar no desenvolvimento de novo conceitos para a Marinha, como, por exemplo, porta-aviões.

Submarino nuclear 'Akula'

Submarinos de desembarque

Os submarinos nucleares do projeto 717 deveriam se tornar os primeiros veículo capaz de transportar militares e veículos blindados pesados e leves para as costas inimigas por debaixo d’água. O projeto foi lançado em 1971. Cada submarino, armado com 252 minas navais, seis tubos de lançamento de torpedos e duas armas de artilharia de 30 mm, poderia levar até 20 tanques e veículos blindados.

“No entanto, esses submarinos jamais foram construídos, porque, em meados da década de 1970, Moscou teve que iniciar urgentemente a criação de submarinos nucleares com mísseis balísticos intercontinentais para atingir a paridade militar com os Estados Unidos, o seu principal adversário durante a Guerra Fria”, explica o professor da Academia das Ciências Militares, Vadim Koziúllin.

Porta-aviões soviético

Os porta-aviões do projeto 1143.7, capazes de portar até 70 caças, bombardeiros e helicópteros a bordo, eram uma resposta aos porta-aviões dos Estados Unidos.

Segundo o projeto, a base aérea flutuante de 325 metros de comprimento deveria ter deslocamento de 80 mil toneladas – um pouco menos do que o do maior porta-aviões dos EUA ‘USS Nimitz’. Os navios do projeto 1143.7 também seriam capazes de passar quatro meses em mar aberto sem visitar portos, bem como transportar os helicópteros Su-33, Ka-27 e os aviões espiões Yak-44.

O projeto dos porta-aviões gigantescos foi abandonado após a queda da União Soviética, em 1991, quando o orçamento militar sofreu cortes significativos.

VEJA TAMBÉM: A Moscou soviética que nunca saiu do papel 

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