Rússia foi o único país que reduziu volume de lixo espacial, revela Nasa

Satélites inoperantes e restos de foguetes são tipos de lixo mais comuns na órbita

Satélites inoperantes e restos de foguetes são tipos de lixo mais comuns na órbita

Nasa
Número de objetos espaciais atribuídos ao país caiu de 6.312 para 6.276 desde abril de 2015. Cooperação com Brasil no rastreamento de detritos será iniciada ainda este ano.

Apesar de a quantidade de lixo espacial acumulado na órbita próxima à Terra ter aumentado desde o ano passado, a Rússia foi o único país capaz de reduzir a sua cota de detritos, revelou um relatório da Nasa divulgado na sexta-feira (15).

De acordo com os dados de especialistas em balística, no último dia 6 de abril, havia em órbita 17.385 objetos produzidos pelo homem. Desse montante, 4.041 são satélites, tanto operacionais como obsoletos, e 13.344, restos de foguetes, unidades de aceleração e fragmentos em geral.

Em abril do ano passado, existiam 16.926 objetos em órbita perto da Terra. Desde então, o agrupamento internacional ganhou 130 satélites e 325 objetos considerados lixo espacial.

Ainda segundo o relatório da Nasa, o descarte de lixo espacial da Rússia na órbita próxima ao planeta diminuiu, enquanto a porcentagem de detritos de outros países cresceu.

Atualmente, 6.276 objetos espaciais são atribuídos à Rússia, contra os 6.312 há um ano. Ao longo do período, o agrupamento orbital russo foi reabastecido com 6 satélites, mas houve queda de 42 objetos inoperantes.

Paralelamente, o número de objetos espaciais dos Estados Unidos aumentou de 5.142 para 5.483 (sendo 303 detritos), e o da China cresceu de 3.716 para 3.791 objetos espaciais.

Recentemente, representantes do Brasil e da Rússia acertaram uma cooperação para rastrear lixo espacial, com a implantação de um sistema optoeletrônico russo no Observatório do Pico dos Dias, em Minas Gerais. 

Os dados coletados, que começarão a ser transmitidos a Moscou até o fim do ano, também ficarão disponíveis para os cientistas brasileiros.

Publicado originalmente pela agência Tass

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