Cartões postais do século passado retratam Moscou futurista

Produzidos na década de 1920, cartões trazem imagens e mensagens proféticas sobre a capital.

Às vésperas da Primeira Guerra Mundial, a confeitaria Tovarechestvo Einem imprimiu uma coleção de cartões postais intitulada “Moscou do Futuro”. Mais tarde, em 1922, o nome da empresa mudaria para Krasnyi Oktyabr (Outubro Vermelho), tornando-se a empresa de doces mais famosa da URSS e posteriormente da Rússia. / “Praça Vermelha. O ruído de dirigíveis, o som das campainhas de bicicletas e das buzinas de carros, um acidente envolvendo duas viaturas e os gritos da multidão. O monumento a Minin e Pojarski (que lideraram a tropa russa contra os invasores poloneses em 1611 e 1612) ainda estão na Praça Vermelha. No centro, há um policial com um sabre. Essa será a realidade daqui a 200 anos.”

Um artista anônimo imaginou como seria Moscou nos séculos 22 e 23. Cada uma das imagens vem com uma descrição nas costas do cartão; traduzimos alguns trechos. / “Um belo e agradável dia de inverno em 2259. Um cantinho divertido da ‘antiga’ Moscou. Para tornar a viagem uma experiência mais agradável e confortável, a estrada de São Petersburgo se tornou um espelho de gelo no qual aerotrenós voam e deslizam em alta velocidade.”

“Somos mentalmente transportados para o parque Petrovski (construído no século 19 em Moscou). Suas alamedas se tornaram tão largas que mal podemos reconhecê-las. Em todos os lugares, fontes maravilhosas jorram água, que brilha à luz do sol. O ar, completamente puro, está livre de germes e poeira e é cortado por dirigíveis e aeronaves. Grupos de pessoas, com trajes de cores vivas do século 23, apreciam a maravilha da natureza daquele lugar onde nós, seus tatatataravós, costumávamos passear.”

“As animadas e ruidosas margens do grande e navegável rio Moscou. Imensos cruzadores e navios a vapor de vários andares, transportando passageiros, passam a grande velocidade sobre as ondas claras e profundas do porto comercial. A frota mundial é estritamente comercial. As marinhas de guerra foram extintas após o tratado de paz de Haia.”

“Uma noite agradável. A praça Lubianka, no centro de Moscou, tem mais ou menos o aspecto que havia imaginado. Os trens do metrô de Moscou sobrevoam as vias. Em 1914, ouvimos ouvir falar de metrô pela primeira vez. Vemos as corajosas tropas russas passando ritmicamente sobre uma ponte por cima da estação, e seu uniforme se manteve como nos dias de hoje.”

“O Kremlin e suas cúpulas douradas enfeitam a antiga Moscou das muralhas brancas (como a capital russa era chamada em 1914, quando as muralhas eram brancas) e oferecem uma vista fantástica. Daqui, na ponte Moskvoretski, vemos edifícios novos e imensos, ocupados por empresas, associações, sindicatos etc. Trens aéreos deslizam graciosamente contra o céu...”

“Praça Teatrálnaia, em frente ao Teatro Bolshoi. O ritmo de vida aumentou cem vezes. Ao fundo, vê-se um edifício em chamas. Também vemos passar o carro dos bombeiros que, em um instante, apagará o fogo. Biplanos, monoplanos e táxis aéreos se apressam para o local do incêndio.”

“O inverno é o mesmo que era nos nossos dias, há 200 anos. A neve é ​​a mesma, branca e fria. No desenho, vemos a Estação Central de Transporte Terrestre e Aéreo. Trens com milhares de pessoas chegam e partem, tudo se move com extrema rapidez, de forma sistematizada e fluída. Os passageiros podem viajar à velocidade de um telegrama.”


Quer saber o que soviéticos e americanos previram em seus filmes de ficção científica? Leia "Futuro presente".

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