Curiosidades sobre o gato-leopardo de Amur (FOTOS)

Com apenas um mês, filhote de gato-leopardo de Amur chamado Zabava foi resgatado e levado para o zoológico Sadgorod, em Vladivostok

Com apenas um mês, filhote de gato-leopardo de Amur chamado Zabava foi resgatado e levado para o zoológico Sadgorod, em Vladivostok

Iúri Smitiuk/TASS
Este felino pode nadar, pescar e escalar rochas. Mas é provável que você nunca o vislumbre fazendo qualquer uma dessas coisas.

“Gatinho, você já se aqueceu o suficiente? Talvez você possa sair daí agora? Eu tenho que ir para casa”, ouve-se Svetlana, moradora de Primorie, falando com um jovem gato listrado, que encontrou refúgio debaixo de seu carro. As negociações duram mais de uma hora, antes que o gato decida sair diplomaticamente e desaparecer na floresta.

Apesar de sua aparência tranquila, com olhos enormes e patas fofas, o gato escondido no chassi é uma fera absoluta – e não um animal de estimação com o qual você possa se aconchegar. Também está registrado na Lista Vermelha de espécies ameaçadas. Conheça o gato-leopardo de Amur, também conhecido como o gato da floresta do Extremo Oriente.

Ele ama água

Filhote de gato-leopardo de Amur de apenas um mês chamado Zabava

O gato de Amur é uma subespécie do norte do gato-de-bengala, que habita os trópicos da Indonésia e as ilhas do Japão. Seu nome, gato-leopardo, se deve ao padrão do pelo.

Semelhante ao de bengala, o gato de Amur adora água e sempre vive perto de uma fonte.

A maior parte da população desses felinos em Primorie está concentrada nos entornos das margens do grande lago Khanka, cercado por florestas. Fotógrafos de natureza também já os encontraram no parque nacional Terra do Leopardo.

Ao contrário de outros, o gato-leopardo de Amur é um ótimo nadador, que não apenas caça roedores, mas também pesca. Também é um grande alpinista, podendo escalar tanto árvores quanto rochas, onde é capaz de montar emboscadas.

Possui listras únicas

Gato-leopardo de Amur em Khankaiski

Tal como acontece com o tigre ou o leopardo, o padrão na pelagem de um gato da floresta de Amur é único para cada indivíduo, como impressões digitais em um ser humano. Eles existem em diferentes tons, do amarelo pálido ao marrom, incluindo várias manchas. Ao longo das costas geralmente há três listras, e outras duas na testa. Ao contrário de outros gatos selvagens menores (o gato europeu da floresta ou o gato da estepe), o de Amur possui membros mais longos, o que lhe permite correr rápido, praticamente pairando sobre o solo.

Ninguém sabe quantos existem

As chances de se deparar com este gato na natureza são menores do que as de encontrar um tigre, embora os dois sejam vizinhos. O gato-leopardo do Extremo Oriente foi colocado na Lista Vermelha de espécies ameaçadas de extinção e é considerado tão raro que os cientistas têm tido problemas para estimar quantos deles existem. No entanto, os moradores locais acreditam que o número tem aumentado nos últimos anos. “Os gatinhos eram bastante raros antes – talvez víssemos alguns por ano, se tivéssemos sorte. Mas, nos últimos dois meses, eu vi, tipo, 30 deles. Eles começaram a caçar galinhas e patos dos habitantes locais. Há mais comida nos campos hoje em dia, muitos faisões este ano, e a população aparentemente aumentou”, diz Svetlana, que compartilhou o vídeo citado no início do texto.

Também é muito raro em zoológicos. Na Rússia, pode ser visto em Barnaul, Vladivostok, Irkutsk, Níjni Novgorod e Moscou; fora da Rússia, em Helsinque, na Finlândia.

A vida útil do gato da floresta do Extremo Oriente é de 14 a 18 anos.

É pego roubando

Normalmente, os animais selvagens tentam viver longe do barulho das cidades e das pessoas, mas o gato-leopardo de Amur costuma fazer visitas ocasionais a aldeias para manter a população de galinhas e gansos sob controle. É comum ouvir nas notícias locais casos que esse predador listrado é capturado em flagrante – curiosamente, quase sempre são os mais jovens em busca de uma presa fácil. Eles geralmente ficam bem chateados quando pegos, atacando e enfrentando as pessoas por interferirem em sua caçada.

Depois de os “criminosos” serem apreendidos, eles são examinados por veterinários; especialistas de centros locais de resgate de animais os levam para a floresta, mais perto da natureza e ainda mais longe dos gansos domésticos.

Muitas vezes é confundido com um gato comum

Olhando esse gato de relance, você pode pensar que se trata de um gatuno doméstico comum. Patas delicadas, listras brilhantes e uma cauda fofa. No entanto, é um pouco maior (cerca de cinco e seis quilos, e um pouco mais peludo durante o inverno), o formato do rosto é um tanto diferente, os olhos são enormes e também possui um sorriso como marca registrada. Mas, quando filhote, o gato da floresta parece mais fofo e até tem uma tendência a permitir o contato físico. Houve inúmeros casos de pessoas no Extremo Oriente que resgataram filhotes de gatos-leopardos à beira da estrada, confundindo-os com o doméstico.

Esta gatinha, apelidada de Zabava (Diversão), estava morrendo de fome quando foi resgatada com apenas duas semanas de vida e alimentada por uma mamadeira. Porém, quando ela cresceu, descobriu-se que era muito diferente de um gato normal. Ao ser levada a um veterinário, os tutores enfim descobriram que tinham em sua posse uma espécime genuína da Lista Vermelha. Vejam só como ela é brincalhona com o veterinário e como ela rosna ao ver a comida. E este é apenas um bebê.

No entanto, não é nem preciso dizer que manter esse animal em uma casa é um crime. Além de ser uma espécie da Lista Vermelha, sua captura é estritamente proibida por lei: é essencial que o gato da floresta viva em seu habitat natural. Ainda assim, caçadores furtivos estão sempre à espreita, vendendo-os a pessoas que tentam domesticá-los.

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