Ensaio fotográfico na ilha de Wrangel revela território dominado por animais

Território entre os mares de Tchuktchi e da Sibéria Oriental é lar de ursos polares, entre várias espécies incomuns em outras partes do mundo.

Em março, o único indício da chegada da primavera a essas terras hostis no Oceano Ártico são algumas pegadas de ursos polares na neve.

Por volta dessa época do ano, as fêmeas fazem um pequeno túnel em suas tocas, permitindo que os filhotes tenham um vislumbre do mundo lá fora.

Apesar do clima rigoroso, e de muitas formas graças a ele, a reserva administrada pelo governo federal continua sendo um oásis de vida selvagem.

A ilha de Wrangel é um campeã mundial em número de ursos polares, tem a maior população de morsas do Pacífico e é a única colônia asiática de nidificação de ganso-das-neves.

Para conservar os frágeis ecossistemas da ilha dos efeitos destrutivos da atividade humana, uma lei foi aprovada em 1976, declarando a ilha de Wrangel e a vizinha ilha de Gerald como zonas de proteção especial.

Exceto as poucas pessoas que trabalham na reserva natural e os funcionários da estação meteorológica ártica que estudam os ecossistemas locais, não há outros seres humanos na ilha, reconhecida como patrimônio mundial da UNESCO.

Este território coberto de neve, outrora parte do antigo continente de Bering, é um paraíso para a vida selvagem do Ártico.

Em setembro, um grande número de morsas do Pacífico se reúne nas praias da ilha de Wrangel para descansar e reunir forças para a grande migração anual.

Ali, sob uma camada de neve de vários metros de espessura, protegida das violentas nevascas e geadas de dezembro, filhotes minúsculos, sem enxergar e indefesos (pesando apenas 400 gramas) são trazidos ao mundo.

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Esses seres eventualmente se transformam em um dos maiores e mais temidos predadores do mundo – o urso polar.

Todos os anos, cerca de 500 ursos polares constroem tocas e dão à luz novos seres nessas reservas naturais. Algumas partes da ilha têm a maior concentração de tocas de ursos polares no mundo: até 4 ou 5 por cada quilômetro quadrado.

Guiados pela curiosidade, os ursos polares gostam de checar as moradias de humanos, mas não é difícil afastá-los. Às vezes, basta bater panela ou fazer algum barulho alto.

Líderes em viagens de expedição, a empresa neozelandesa  Heritage Expeditions, com o renomado navegador Rodney Russ no comando, leva os viajantes a partes remotas da Rússia.

Em primeiro lugar, porém, os visitantes devem obter permissão especial do governo. É preciso ressaltar também que não se trata de uma viagem fácil – no inverno, os turistas viajam de helicóptero, e no verão embarcam em um quebra-gelo.

A ilha de Wrangel, em Tchukotka, famosa como “o lar dos ursos polares”, foi descoberta há relativamente pouco tempo – apenas 162 anos atrás.

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