Não tinha negro em Chernobyl? Roteirista questiona série da HBO, e site ucraniano responde

Igor ingwar Khiryak
A resposta é...possivelmente, sim! Ao que tudo indica, Igor Khiriak era um dos soldados de uma unidade do Exército que recebeu ordem de ajudar a evacuar pessoas das áreas próximas à fábrica em 1986.

Uma roteirista britânica chamada Karla Marie criticou no Twitter a ausência de personagens negros na série de TV ‘Chernobyl’, exibida pela HBO. O tuíte acabou gerando polêmica, e foi recebido com sarcasmo na Rússia.

Vários usuários de redes sociais tentaram convencer Marie de que seria pouco provável que houvesse negros na província soviética com uma usina nuclear secreta.

No entanto, o site ucraniano theBabel “encontrou” um homem negro que, de fato, trabalhou como liquidador das consequências do desastre nuclear de Chernobyl.

Seu nome é Igor Khiriak. De acordo com o site, Igor foi mobilizado para o serviço militar obrigatório aos 18 anos e juntou-se à brigada de construção de pontes flutuantes em Kiev em 1985. Quando se deu o desastre de Chernobyl, soldados desta unidade militar foram ordenados a ajudar na liquidação das consequências. Em 1986, a unidade construiu uma ponte flutuante sobre o rio Pripyat para ajudar na evacuação.

O perfil de Igor Khiriak na rede social russa VK (um análogo do Facebook na Rússia) apresenta muitas fotos de sua época em Chernobyl, que, segundo o site, foram acrescentadas à conta em 2016 para relembrar o 30º aniversário da tragédia. Há também uma imagem escaneada do Certificado de Gratidão que Igor recebeu por seu dever para com a pátria, assinado pelo comandante de sua unidade do Exército.

No entanto, alguns comentários on-line duvidam da autenticidade do documento – enquanto outros não acreditam que as fotos foram realmente tiradas em Chernobyl – isso porque há imagens com placas de Pripyat e Chernobyl, mas Igor não aparece nelas, ele está apenas nas fotografias com seus companheiros soldados.

Igor vive em Tcherepovets, na região de Vologda, no noroeste da Rússia. Aparentemente, não se trata de um usuário frequente de redes sociais, já que ainda não respondeu aos pedidos de dezenas de jornalistas para entrevista (incluindo a nossa).

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