Enciclopédia fotográfica da vida soviética: pioneiros, construções e fazendas coletivas

Coleção de fotografias coloridas da União Soviética, tiradas entre 1950 e 1958 pelo fotógrafo Semion Fridlyand, integra o arquivo da Universidade de Denver.

Vinte mil fotografias de Semion Fridlyand, fotógrafo soviético e mestre em fotografia colorida, apareceram em um arquivo da Universidade de Denver, nos EUA.

A coleção dessas imagens coloridas da União Soviética, clicadas entre 1950 e 1958, é comparável em qualidade a fotografias digitais modernas.

Semion nasceu na família de um sapateiro em Kiev em 1905. Quando estava na sétima série da escola, entrou para o rol de fotógrafos da “Ogoniok”, uma das revistas mais antigas da União Soviética.

Ao longo de quase um século de história (publicada em Moscou desde 1924, porém fundada em São Petersburgo em 1899), a revista ficou conhecida por suas reportagens fotográficas de qualidade e capas chamativas.

A revista glorificava a vida soviética: as histórias dos trabalhadores soviéticos, a vida dos agricultores coletivos, as colheitas recordes, os pioneiros e a arte soviética.

Semion aprendeu rapidamente a mexer nos equipamentos fotográficos e, de 1926 em diante, começou a imprimir suas próprias fotografias nas páginas da “Ogoniok”. Mais tarde, passou a trabalhar como editor de fotos na agência União.

Em 1931, chefiou a Associação Russa de Fotógrafos Proletários, que afirmava a importância de apresentar a realidade nas fotografias.

Semion trabalhou para várias publicações soviéticas, incluindo a revista “SSSR na stroike” (“URSS em construção”, em tradução livre) e o jornal “Pravda”. No final da década de 1930, comandou a Associação de Fotojornalistas de Moscou.

A arte de Semion Fridlyand combina de forma orgânica elementos da fotografia clássica com composição ajustada.

Esse tipo de estilo realista só começou a ser introduzido a partir de meados dos anos 1950, embora pudesse ser encontrado nos trabalhos de Fridlyand muito antes.

Essa coleção forma uma verdadeira enciclopédia fotográfica da vida soviética.

Como chefe do departamento de fotografia da “Ogoniok”, Fridlyand tinha o direito de fotografar em lugares onde outros profissionais não tinham permissão.

A coleção de Fridlyand inclui tanto fotos oficiais documentando ocasiões e eventos, quanto obras altamente artísticas.

Saratov, na Rússia central. Berçário para filhos de funcionários da ferrovia local.

Em cidade recém-construída na estepe para servir Canal Volga-Don, 1952

Primeiro Capitão Baryshev.

Escola para naturalistas na aldeia de Ogurtsovo, na região de Novosibirsk.

Salão de Leitura no Palácio da Cultura.

Excursão em cachoeira no Cáucaso do Norte.

Cena da peça “Hurjat”, encenada pela Academia Estatal de Teatro Dramático Hamza.

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