Estrangeiros precisam de código QR para entrar em cafés e restaurantes de Moscou

Profissional de saúde vacina imigrantes contra covid-19 com o imunizante russo Sputnik Light no shopping Sadovod, em Moscou

Profissional de saúde vacina imigrantes contra covid-19 com o imunizante russo Sputnik Light no shopping Sadovod, em Moscou

Vitáli Beloússov/Sputnik
Não só os locais, mas também os estrangeiros precisam obter uma espécie de passaporte de vacinação para entrar em cafés e restaurantes em Moscou. Além disso, a capital e os entornos inauguraram postos para vacinação de trabalhadores imigrantes. Confira estas e outras novidades relacionadas à vacinação na Rússia.

Desde a semana passada, como parte das novas restrições desencadeadas por um aumento no número de casos de coronavírus na Rússia, os cafés e restaurantes de Moscou atendem apenas aos clientes - tanto russos como estrangeiros - que possuam códigos QR especiais, gerados mediante vacinação ou comprovação de anticorpos. Além disso, a capital russa começou a oferecer imunizantes para trabalhadores imigrantes. Descubra como obter um código QR e se inscrever para a vacinação - e o que fazer se houver uma falha no sistema.

O que é um código QR e como obtê-lo?

O prefeito de Moscou, Serguêi Sobiânin, emitiu um decreto segundo o qual, desde a última segunda-feira (28), todos os estabelecimentos de alimentação na cidade, incluindo cafés, restaurantes, bares e clubes de karaokê, só devem permitir a entrada dos clientes que foram vacinados e/ou tiveram covid-19 no últimos seis meses, ou que apresentem um teste PCR negativo realizado nos três dias anteriores. A restrição não se aplica às pessoas que forem servidas nas chamadas varandas de verão ou que peçam comida e bebida para viagem.

Os indivíduos que tiveram covid-19 ou receberam as duas doses das vacinas russas Sputnik V, EpiVacCorona e CoviVac ou uma dose única da Sputnik Light (imunizantes estrangeiros não foram oficialmente reconhecidos na Rússia) podem solicitar o código QR individual, que deve ser apresentado, juntamente com o passaporte, na entrada dos estabelecimentos.

Mas quem não teve covid-19 ou ainda não foi vacinado também tem a possibilidade também de obter o documento com código QR. Para isso, a pessoa terá que fazer o teste PCR em um dos laboratórios do sistema unificado de análise de informações médicas da UMIAS (a lista desses laboratórios em Moscou pode ser encontrada no mapa aqui).

Para obter um código QR, os estrangeiros precisam preencher um formulário especial no portal mos.ru, fornecendo nome completo, data de nascimento, telefone celular, detalhes do passaporte e o número de permissão de trabalho na Federação Russa. Assim que o questionário é enviado, o sistema emite um código QR. Para aqueles que tiveram covid-19, o código permanece válido por seis meses desde a recuperação; para os vacinados, por um ano a partir da data da segunda dose; e para aqueles com teste PCR negativo, por 72 horas a partir do momento em que os resultados foram inseridos no banco de dados do laboratório.

Além disso, após a segunda dose, os estrangeiros já recebem um certificado de vacinação, que possui um código QR impresso e pode ser usado para entrar em bares e restaurantes.

Não consigo obter um código QR, o que devo fazer?

De acordo com o jornal russo Kommersant, alguns cidadãos estrangeiros, incluindo diplomatas, estão tendo dificuldade para obter um código QR porque muitos foram vacinados em seus países de origem com vacinas estrangeiras, que não são reconhecidas na Rússia. Além disso, antes de receber uma dose da vacina na Rússia, os estrangeiros que se dirigiam às policlínicas do Estado russo eram obrigados a apresentar um número de identificação de segurança social (SNILS, em russo), que os cidadãos estrangeiros não possuem.

Durante o inverno e a primavera (primeiro semestre) de 2021, os estrangeiros que moram Moscou tiveram a chance de receber a vacina em pontos de vacinação em shopping centers, mas agora também podem ser obrigados a apresentar um passaporte russo ou SNILS.

Assim, a única opção é fazer um teste PCR antes de ir a um restaurante ou café.

Clientes do McDonald's na praça Pushkinskaya, em Moscou, passam por verificação após novas medidas entrarem em vigor

Até então, os ministérios da Saúde e dos Negócios Estrangeiros não se pronunciaram sobre o assunto. Em 24 de junho, o centro anticoronavírus com sede em Moscou anunciou que, futuramente, os estrangeiros na Rússia poderiam ser vacinados mediante o pagamento de uma taxa. No entanto, não deu um prazo para início, alegando apenas que a iniciativa dependia de quando a decisão relevante fosse aprovada pelo governo da Federação Russa.

Quer dizer que os estrangeiros não podem receber a vacina na Rússia?

Não exatamente. Desde terça-feira passada (29), há dois pontos de vacinação para trabalhadores imigrantes em operação em Moscou e regiões vizinhas: um no Centro de Imigração em Sakharovo (50 km da capital) e o outro, na área do mercado Sadovod.

O ponto em Sakharovo está aberto das 9h00 às 21h00 e do Sadovod, das 8h00 às 20h00. Cada um deles pode receber mais de 2.000 pessoas por dia.

A única vacina disponível em ambos os pontos é a Sputnik Light, de dose única.

Imigrantes enfileirados para receber vacina no shopping Sadovod

“Em primeiro lugar, é claro, precisamos fornecer a Sputnik V aos russos. Em segundo, os imigrantes têm um potencial bastante dinâmico de movimento através da fronteira, entre diferentes grupos, regiões e assim por diante, por isso seria muito difícil garantir um ciclo de vacinação regular. A Sputnik Light tem um efeito imediato, tornando possível vacinar rapidamente aqueles que deveriam ser imunizados”, disse Sobiânin, ao explicar a escolha da vacina de dose única para os trabalhadores imigrantes.

De acordo com o prefeito, durante os primeiros 10 dias, os postos de vacinação para imigrantes funcionarão em regime de teste, aplicando as vacinas mediante solicitação dos empregadores. Cada injeção custará a eles 1.300 rublos (cerca de R$ 90).

“À medida que o mecanismo for testado e aprimorado, a vacinação será oferecida a outros grupos de estrangeiros, inclusive os autônomos”, acrescentou Sobiânin.

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