Maioria dos russos rejeitam mulher na presidência do país, revela pesquisa

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Aversão é maior entre cidadãos com mais de 60 anos.

De acordo com pesquisa recente conduzida pelo Centro de Pesquisa de Opinião Pública da Rússia (VTsIOM) e pelo Centro para Situação Política, a maioria dos russos não estariam dispostos a ver uma mulher tomando as rédeas do país.

Embora os russos acreditem que mulheres possam ocupar posições importantes na política, o mesmo não se pode dizer sobre os cargos mais altos.

Segundo o levantamento do VTsIOM, 69% dos entrevistados concordam que uma mulher assuma o cargo de Ministra da Saúde, Proteção Social ou Educação.

No entanto, tanto homens como mulheres na Rússia são quase unânimes na relutância em ver uma mulher como presidente (68%) e como primeira-ministra (57% e 55%, respectivamente).

A diferença de opinião está especialmente relacionada à idade e à região de procedência dos respondentes: mulheres na política são mais bem-vistas entre jovens de 18 e 24 anos, e que vivem em Moscou e São Petersburgo; já pessoas com mais de 60 anos, costumam demonstrar maior aversão à ideia.

Para entender essas tendências, o VTsIOM apresentou as justificativas mais comuns dadas pelos entrevistados. Em primeiro lugar, haveria uma “falta de mulheres brilhantes no domínio público que atendem aos requisitos impostos pelos russos”, seguida pela “popularização pelo Estado dos valores tradicionais”, que reforçam a importância da família e o papel do homem na sociedade e na política.

Outro motivo está na necessidade de “pulso firme” que, de acordo com o VTsIOM, encontra identificação “principalmente com o atual presidente, que é percebido como um contrapeso a uma burocracia ineficiente”.

Ainda segundo a pesquisa, cada vez menos russos defendem a ideia de ter uma mulher à frente de um partido (51% hoje, contra 66% em 2016) ou do governo (31% atualmente, contra 55% em 2016).

A opinião pública permanece estável em uma única questão: a de ter uma mulher como Ministra da Defesa, Interior ou Procuradora-Geral. Nas duas pesquisas, 83% dos entrevistados mostraram uma atitude negativa em relação a essa ideia.

A pesquisa foi realizada no último dia 1º de março, envolvendo 1.600 cidadãos russos com mais de 18 anos de idade.

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