Com 2 casos confirmados de coronavírus, Rússia reforça medidas de controle

Sergei Savostyanov/TASS
No último dia de janeiro foram registrados os dois primeiros casos de coronavírus em território russo. Diante disso, governo preparou estratégia, que já está em andamento, para evitar uma epidemia no país, revelam os relatórios oficiais.

Na sexta-feira passada (1º), a vice-premiê russa Tatiana Gólikova anunciou que dois cidadãos chineses na Rússia haviam sido confirmados com coronavírus. Um deles está na região de Tiumen (2.200 km de Moscou), e o outro, em Zabaikalski (a 4.900 km).  

A diretora da agência russa de vigilância sanitária (Rospotrebnadzor), Anna Pavlova, garantiu que a condição de ambos era estável e que não haveria risco de propagação da doença, uma vez que os infectados foram isolados.

No entanto, de acordo com o vice-ministro da Saúde russo, Serguêi Kraevoi, embora o risco de propagação da doença na Rússia seja quase nulo, o Ministério está se preparando para a possível infecção em massa. Com isso, o país reforçou as medidas de controle, anunciando normas para eliminar qualquer risco de disseminação em território russo:

Família russa chega a Vladivostok vinda da cidade chinesa de Sania

1. Rússia fechou todo o tráfego através da fronteira com a Mongólia;

2. Os cidadãos russos estão sendo submetidos a procedimentos de evacuação voluntária da cidade de Wuhan e da província de Hubei. Em caso de retorno à Rússia, devem passar duas semanas em quarentena. Um primeiro avião das Forças Aeroespaciais da Rússia decolou de um campo de pouso do Distrito Militar Oriental no início desta terça rumo à China para evacuar cidadãos russos em Wuhan, o epicentro do coronavírus. O avião está transportando médicos militares e virologistas do Ministério da Defesa com equipamentos de diagnóstico e proteção individual, além dos medicamentos necessários;

3. Todos os russos atualmente na ilha de Hainan estão sendo evacuados até, no máximo, esta terça (4). Aqueles que apresentam sintomas também permanecem em quarentena;

4. Todos os estrangeiros diagnosticados com coronavírus na Rússia passam por tratamento obrigatório. Atualmente, mais de 4.000 pessoas na Rússia estão sendo monitoradas por suspeita de infecção;

5. Até 1º de março, a Russian Railways não irá operar nenhum trem em direção à China, e todo território russo que faz fronteira com a China (regiões de Amur e Khabarovsk, e o Oblast Autônomo Judaico) fecha suas fronteiras até 7 de fevereiro.

6. De acordo com nota do Ministério das Ferrovias da Coreia do Norte, datado de 1º de fevereiro de 2020, o tráfego ferroviário de passageiros entre a Rússia e a Coreia do Norte através do posto de controle Khasan-Tumangang está suspenso até segunda ordem;

7. Desde 1º de fevereiro, todo o tráfego aéreo entre a Rússia e a China permanecerá fechado, com exceção dos voos da Aeroflot para Hong Kong, Pequim e Guangzhou. Já as companhias aéreas chinesas regulares, poderão desembarcar no aeroporto Sheremetievo, em Moscou, mas apenas no Terminal F, segundo um funcionário citado pela Interfax.

8. Governo russo avalia introduzir medidas de segurança adicionais em voos domésticos.

9. Os vistos de trabalho para cidadãos chineses serão interrompidos no futuro próximo.

10. Moscou proibiu a importação de animais exóticos da China até 1º de março;

11. Fabricante russo de máscaras médicas suspendeu a produção devido à escassez de matéria-prima. Segundo a RIA Nôvosti, a Rússia poderá proibir exportação das máscaras, porque o Ministério da Indústria e Comércio teme falta delas no mercado interno.

12. O Serviço Federal Antimonopólio e o Ministério da Saúde estão de olho em empresas e farmácias que vendem medicamentos e máscaras respiratórias a preços abusivos.

13. Cidadãos da Bielorrússia e da China com permissão de residência serão submetidos a quarentena se entrarem no território russo pelos pontos de fronteira especificados.

14. Nos próximos dias, médicos chineses começarão a usar um programa de teste de coronavírus, desenvolvido na região russa de Primorski, para pacientes em Wuhan, disse um representante do Centro de Programas da Organização Mundial da Saúde (OMS).

LEIA TAMBÉM: As 3 doenças mais mortais da história da Rússia

Autorizamos a reprodução de todos os nossos textos sob a condição de que se publique juntamente o link ativo para o original do Russia Beyond.

Mais reportagens e vídeos interessantes na nossa página no Facebook.
Leia mais

Este site utiliza cookies. Clique aqui para saber mais.

Aceitar cookies