Ciclista brasileiro participa pela 3ª vez de corrida de 10.000 km pela Rússia; veja fotos

Denis Klero/Red Bull Content Pool 131
Red Bull Trans-Siberian Extreme contou com seis atletas que atravessaram oito fusos horários diferentes em 25 dias.

24 de julho, Praça Teatralnaya, em Moscou. Ciclistas de seis países diferentes – Espanha, Dinamarca, Brasil, Alemanha, Índia e Rússia – partem para a mais cansativa corrida de bicicleta existente até hoje – a Red Bull Trans-Siberian Extreme.

Três deles, incluindo o brasileiro Marcelo Florentino Soares, voltaram para mais uma edição da corrida. A parada seguinte do trajeto, após Moscou, foi a cidade de Níjni Novgorod, que fica a cerca de 300 km a leste da capital russa.

Segundo Patricio Doucet, originalmente da Argentina, mas competindo pela Espanha, os primeiros quatro ou cinco dias são os piores.

“É quando o corpo se reorganiza para se adaptar aos novos desafios. Por isso, é importante aguentar esses primeiros dias e depois vai ficando mais fácil”, explica.

Além do brasileiro Marcelo Florentino Soares, que já está na sua terceira edição da Red Bull Trans-Siberian Extreme, o dinamarquês Michael Knudsen também voltou este ano para tentar a corrida novamente – em 2017, ele não conseguiu conclui-la.

O indiano Amit Samath treina no Himalaia, por isso, não tem medo de temperaturas extremas e subidas. “A mentalização é a parte mais importante”, disse à equipe de imprensa da Red Bull. Ainda segundo Samath, o ideal é “economizar a mente e suas pernas para os últimos 4.000 quilômetros” da corrida.

O russo Vladímir Gusev se juntou ao grupo pela primeira vez, dizendo que queria “saber se sou capaz, se consigo pedalar 1.000 quilômetros sem dormir e sem parar”.

O estágio 2 levou os ciclistas Rússia adentro, com Kazan a uma distância de 382 km de Novgorod. Os últimos 100 quilômetros havia obrigado os participantes a desacelerar devido a um grande congestionamento. E, embora o trecho nos entornos Novgorod fosse planejado como plano e pavimentado, havia um constante vento, que tornava bastante “difícil seguir em frente”, de acordo com Knudsen.

Perm e Iekaterinburgo, perto da fronteira entre a Europa e a Ásia, fizeram partes dos estágios 3 e 4 da corrida.

O estágio 6 foi estressante para Gusev, que sofreu de dores intensas na perna, e “mal conseguiu finalizar a etapa”. Mesmo assim, o russo terminou apenas sete segundos depois de Pierre Bischoff, cujo tempo foi de 19 horas, 41 minutos e 35 segundos. Já o dinamarquês, Knudsen, ficou duas horas atrás dos dois pilotos neste estágio.

Infelizmente, Gusev teve que se retirar no estágio 7. O trajeto de Omsk-Novosibirsk teria sido o mais longo, com mais de 600 km. “Trata-se  de uma lesão típica para essa corrida”, diz o médico da equipe. O piloto russo passou a noite à base de analgésicos.

“É lindo, magnânimo mesmo”, disse Doucet sobre o estágio 12, quando os pilotos enfrentaram os 600 km de Ulan-Ude a Tchita, na fronteira com a China. E mesmo essa distância parece nada próximo aos 1.300 km que eles enfrentaram na sequência – em que houve a desistência de Doucet e o retorno de Gusev para mais um estágio.

Os ciclistas pedalaram muitas vezes sem descanso – às vezes, dormindo em intervalos de uma a duas horas. Bischoff seguiu praticamente sozinho durante a última das 15 etapas – de Khabarovsk a Vladivostok –, batendo o recorde russo do ano passado em quase três horas. Isso depois de alemão já ter conquistado a prata em 2017.

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