Vírus de computador ataca postos de gasolina na Rússia

Com o consentimento dos gerentes, o software foi instalado nos sistemas dos postos de gasolina, secretamente desviando entre 3 e 7% do combustível que cada motorista pagava.

Com o consentimento dos gerentes, o software foi instalado nos sistemas dos postos de gasolina, secretamente desviando entre 3 e 7% do combustível que cada motorista pagava.

Pixabay
Gerentes de postos foram acusados de usar vírus para enganar clientes.

Hackear um posto de gasolina parece uma ideia estranha, mas é possível. O Serviço de Segurança Federal da Rússia (FSB) descobriu uma nova prática criminosa (link em russo), na qual gerentes de postos de gasolina roubam combustível de clientes usando um vírus de computador.

O software malicioso foi criado por Denis Zaiev, um hacker que vive na cidade de Stavropol, que ofereceu o vírus a gerentes de postos no sul da Rússia, em regiões de Stavropol, Krasnodar e Kalmikia, e nas repúblicas do norte do Cáucaso. De acordo com o FSB, o vírus gerou milhões de rublos para o hacker e seus parceiros, enquanto os donos dos postos de gasolina - empresas de energia líderes do setor - não sofreram perdas financeiras.

Com o consentimento dos gerentes, o software foi instalado nos sistemas dos postos de gasolina, secretamente desviando entre 3 e 7% do combustível que cada motorista pagava. A cada manhã, funcionários dos postos deixavam um tanque de combustível vazio, e, quando um cliente comprava combustível uma parte ia para esse reservatório. Enquanto isso, o relógio da bomba de gasolina mostrava a quantidade comprada pelo motorista, cobrando inclusive o combustível desviado.

O vírus não deixava rastros, destruindo todas as evidências de que um roubo havia acontecido, o que tornava o crime difícil de descobrir. As vítimas não notavam nada diferente e, mesmo se notassem, o valor dos litros de combustível desviados não seria o suficiente para levá-las a denunciar o posto.

Além disso, era quase impossível notar a presença do vírus, e inspeções regulares feitas por especialistas e pela polícia local nunca o identificaram. No entanto, Zaiev foi descoberto e preso e agora enfrenta acusações de fraude em grande escala e foi responsabilizado pelo desenvolvimento e uso do software malicioso.

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