Correio Russo testa drone-helicóptero para entrega de encomendas no Ártico; veja vídeo

Equipamento passou com sucesso no primeiro teste. Expectativa é que a tecnologia seja introduzida em regiões remotas do país até 2024 para entrega de encomendas e cargas.

O Correio Russo, em parceria com a empresa Aeromax, realizou com sucesso um voo de teste de um drone-helicóptero projetado para entregar mercadorias no distrito autônomo de Iamalo-Nenets, no norte da Sibéria. O anúncio foi feito pela assessoria do Correio.

O veículo não tripulado, que pesa 350 kg (incluindo 100 kg de carga útil), tem autonomia de voo de cinco horas e é capaz de atingir uma velocidade máxima de 90 km/h, percorreu ida e volta a distância de 53 km que separa Salekhard, a capital regional, da vila de Aksarka. 

“Uma forma de acelerar a logística é desenvolver tecnologias não tripuladas”, diz Serguêi Sergueiev, vice-diretor de logística do Correio. “Esses são sistemas particularmente úteis para entrega de mercadorias nas áreas mais remotas da Rússia, onde o clima muitas vezes torna as conexões difíceis. Na fase atual, estamos desenvolvendo essa forma de entrega autônoma pensada sobretudo para quem vive nas zonas mais remotas e de difícil acesso, de modo a garantir também a entrega de encomendas postais”, acrescenta.

De acordo com as estimativas do Correio Russo, essa tecnologia pode dobrar a velocidade dos processos logísticos locais e aumentar o fluxo de mercadorias em mais de dez vezes, reduzindo os custos pela metade. Além disso, eliminaria os riscos para a tripulação humana de voos comuns, que em tais latitudes e condições climáticas, costumam ser perigosos.

“Hoje, esta máquina provou ser capaz de entregar uma carga em áreas remotas, para o benefício do Correio Russo e da população da região. Graças ao nosso trabalho conjunto, a acessibilidade às áreas remotas do distrito deve melhorar consideravelmente”, declarou o gerente-geral da Aeromax, Serguêi Akhmetchin, após o voo teste.

A expectativa é que dezenas de rotas sejam inauguradas até o final de 2024 no Extremo Norte do país, bem como em outras regiões escassamente povoadas e com clima particularmente severo, como Kamtchatka, Tchukotka e o distrito de Khânti-Mânsi.

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