Rosatom assina contrato de cinco anos para fornecimento de isótopos médicos ao Brasil

Reuters
Hoje, país supre quase 50% da demanda brasileira de radiofármacos inovadores para tratamento de doenças oncológicas.

A associação Isotop, parte da Corporação Estatal Russa de Energia Nuclear Rosatom, assinou um novo contrato de cinco anos com o Instituto Brasileiro de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN / CNEN) para o fornecimento de isótopos médicos lutécio-177 e actínio-225, segundo comunicado divulgado pela Rosatom.

“Este contrato é fruto de muitos anos de trabalho meticuloso de ambas as partes. É de grande importância social, porque abre novas oportunidades para o tratamento de milhares de pacientes", disse a diretora-geral da Rusatom Healthcare, que inclui a associação Isotop, Natália Komarova.

"A estatal Rosatom, que possui uma base tecnológica única para reatores de pesquisa, produz a mais ampla gama de isótopos médicos. A tarefa da Rusatom Healthcare é aumentar a disponibilidade de produtos radionuclídeos, que são a base da medicina nuclear. A cooperação com o IPEN / CNEN é um ótimo exemplo de cooperação internacional no âmbito do uso de altas tecnologias no tratamento da oncologia", completou.

O contrato fortalece a posição da Rosatom como a maior fornecedora de radioisótopos no mercado latino-americano. Hoje, a estatal russa supre quase 50% da demanda de isótopos médicos no Brasil.

O lutécio-177 é um dos radionuclídeos mais promissores como base para a produção de radiofármacos inovadores. De acordo com farmacêuticas que desenvolvem medicamentos avançados, as drogas que usam lutécio-177 demonstram alta eficiência no tratamento de vários tipos de doenças oncológicas. Assim, o Actinium-225 está sendo utilizado no desenvolvimento de um radiofármaco avançado, actinium-225-PSMA, um novo produto para a medicina nuclear brasileira que será produzido pelo IPEN / CNEN.

As relações entre a estatal Rosatom e o IPEN / CNEN na área de medicina nuclear se desenvolvem ativamente desde 2017, quando, por meio de um acordo intergovernamental entre a Rússia e o Brasil, foi assinado o primeiro contrato para exportação de isótopos médicos tradicionais molibdênio-99 e iodo-131.

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