Principais descobertas até agora de todas as 3 fases de testes com a vacina Sputnik V

Reuters
A primeira vacina russa registrada se mostrou eficaz e seguro, segundo a revista científica “The Lancet”. Mas o que isso realmente significa? Entenda abaixo tudo o que os ensaios já confirmaram sobre o imunizante russo.

O Instituto Gamaleya, que desenvolveu a primeira vacina contra covid-19 oficialmente registrada no mundo, publicou nesta semana os resultados de todas as três fases dos testes clínicos da Sputnik V na respeitada revista médica “The Lancet”.

Enquanto a campanha de vacinação segue a todo vapor na Rússia, outros 18 países já aprovaram o uso emergencial do imunizante e alguns iniciaram a inoculação em massa.

Um total de 19.866 voluntários participaram dos testes

O Russia Beyond reuniu abaixo tudo o que já sabemos sobre a vacina russa:

  • Os níveis de anticorpos contra o coronavírus são 1,3 a 1,5 vezes mais altos nas pessoas vacinadas do que nas que já tiveram o coronavírus.
  • Após a vacinação, anticorpos para coronavírus foram detectados em 98% dos voluntários, e imunidade celular foi identificada em todos os participantes do ensaio.
  • No grupo que recebeu a vacina, 16 pessoas (0,1%) adoeceram. Já no grupo que recebeu placebo, esse número foi de 62 (1,3%). Assim, a eficácia média da vacina é de 91,6%, um pouco abaixo do nível relatado na segunda fase de teste (95%).
  • É importante ressaltar que 1.611 voluntários que receberam a vacina tinham mais de 60 anos (quase a metade com doenças concomitantes). A eficácia da Sputnik V neste grupo (91,8%) foi levemente superior à média.
  • No entanto, a vacina é 100% eficaz contra casos moderados e graves da doença
  • Houve 45 casos de efeitos colaterais graves no grupo dos vacinados, mas nenhum deles especificamente relacionado à vacina, conforme atestado pelo próprio Comitê Independente de Monitoramento de Dados (IDMC).
  • Quatro mortes foram registradas durante os ensaios: três no grupo dos vacinados e uma no grupo do placebo, mas foi confirmado que nenhuma das mortes estava associada à vacina. No grupo dos vacinados, os pacientes adoeceram 4 a 5 dias após a primeira dose. Os pesquisadores concluíram que os falecidos haviam sido infectados antes do início do estudo, embora apresentassem um teste de PCR negativo.
  • Os ensaios revelaram que a maioria dos que foram vacinados, mas ainda assim contraíram o coronavírus, o fizeram antes da segunda dose. Em outras palavras, a inoculação se torna expressiva cerca de 16 a 18 dias após a primeira injeção.
  • Não foram registradas reações alérgicas e/ou choque anafilático após a vacinação com Sputnik V. Os efeitos colaterais mais comuns (leves em 94% dos vacinados) incluíram resfriados, desconforto no local da injeção, dor de cabeça e fraqueza. 

O que vem a seguir?

A análise final dos resultados ainda será publicada, já que o período de observação após a primeira dose foi de 48 dias. Resta saber como a Sputnik V se comporta a longo prazo – durante 180 dias após a segunda injeção. No entanto, isso também é válido para todas as demais vacinas contra covid-19 atualmente disponíveis no mercado.

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