Putin destaca “eficácia e segurança” de vacina russa durante Cúpula do Brics

kremlin.ru
Medidas coletivas para combater pandemia e coprodução de imunizantes foram destaque em reunião anual de líderes.

Reunido com líderes do Brasil, Índia, China e África do Sul em uma cúpula on-line nesta terça-feira (17), o presidente russo Vladimir Putin disse que as vacinas contra o coronavírus desenvolvidas pela Rússia funcionam de forma “eficaz e segura” e exortou os países do bloco a unir forças para a produção em massa dos imunizantes.

“Nossa prioridade atual é coordenar medidas coletivas do Brics para combater a pandemia, melhorar a colaboração entre nossos serviços epidemiológicos e proteger a vida e a saúde de nossos cidadãos”, disse Putin no discurso inaugural.

O presidente russo destacou a assinatura de acordos entre o Fundo Russo de Investimento Direto (RDIF) e parceiros indianos e brasileiros para testes clínicos da vacina Sputnik V e com empresas farmacêuticas da China e da Índia para produção do imunizante não só para uso próprio dos países, mas também para terceiros.

“Acredito que isso é muito importante. Existem vacinas russas, e são eficazes e seguras. A próxima tarefa é lançar sua produção em larga escala. (…) Claro, é muito importante unir forças para a fabricação em larga escala desse produto para o público em geral”, acrescentou Putin, antes de dizer que a Rússia registrou uma segunda vacina contra o coronavírus, EpiVacCorona, e a terceira está “em andamento”.

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A cooperação no desenvolvimento de vacinas também foi exaltada pelos outros líderes do bloco. Segundo o primeiro-ministro indiano Narendra Modi, as capacidades de produção de imunizantes da Índia são importantes “para os interesses da humanidade”, enquanto o presidente chinês Xi Jinping disse que Pequim irá considerar o fornecimento de sua vacina aos países do Brics “se houver necessidade”.

Foi ressaltada ainda a importância da Declaração de Ufá, adotada há cinco anos e que já incluía um acordo de trabalho conjunto para prevenir a disseminação de doenças infecciosas, bem como a necessidade de acelerar a implantação do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Vacinas do Brics, acordado no Cúpula de Joanesburgo 2018.

Economia pede socorro

O Novo Banco de Desenvolvimento do Brics reservou US$ 10 bilhões para combater a pandemia, sendo que seu portfólio geral de projetos de investimento já ultrapassa 20 bilhões de dólares. Mais de 60 grandes projetos estão sendo implementados no Brics.

“A pandemia obrigou cada um de nossos países a tomar medidas emergenciais para dar suporte às indústrias nacionais, finanças e esfera social, para reanimar as economias e devolvê-las a uma trajetória de crescimento sustentável”, disse Putin.

“Também gostaria de lembrar que os países do Brics dispõem de uma ferramenta especial de seguro em caso de crise nos mercados financeiros: o Arranjo Contingente de Reservas, com um fundo de US$ 100 bilhões”, acrescentou o presidente russo.

Ao final da reunião, os líderes adotaram a Declaração de Moscou, que reflete a abordagem consolidada quanto ao desenvolvimento futuro do bloco, bem como a Estratégia para Parceria Econômica do Brics até 2025 e a Estratégia Antiterrorismo.

Na declaração, os países do Brics reconhecem “o papel da ampla imunização contra covid-19 para prevenção, contenção e interrupção da transmissão para dar fim à pandemia” e prometeram trabalhar para garantir que a vacina seja disseminada de forma “justa, equitativa e acessível” quando estiver disponível.

Além de aspectos relacionados à pandemia, o presidente do Brasil Jair Bolsonaro, o presidente da Rússia Vladimir Putin, o primeiro-ministro da Índia Narendra Modi, o presidente da China Xi Jinping e o presidente da África do Sul Cyril Ramaphosa trocaram opiniões sobre o estado e as perspectivas da cooperação entre os membros, resumiram os resultados da presidência russa do Brics em 2020, debateram as questões mais relevantes da agenda internacional e compartilharam observações em relação à próxima cúpula do G20, que acontecerá de 21 a 22 de novembro.

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