Rússia pretende construir aterrissador para missão a Vênus

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Engenheiros começarão a desenvolver módulo Venera-D já em 2021. Lançamento está previsto para o final da década de 2020.

O Instituto de Pesquisas Espaciais da Academia das Ciências da Rússia começará a desenvolver o projeto do novo aterrissador Venera-D em 2021, segundo a agência de notícias russa Tass.

De acordo com o diretor científico do Instituto, Lev Zelióni, o módulo que será enviado a Vênus será construído a partir do zero, com as mais modernas tecnologias - à exceção do sistema de resfriamento, que será copiada de seus antecessores soviéticos.

"Tenho grandes esperanças na nova tecnologia fotográfica que será incorporada ao Venera-D. Além disso, o módulo será equipado com diversos dispositivos que analisarão a atmosfera e ajudarão a receber dados muito precisos e informativos", disse Zelióni.

Além disso, o módulo receberá um novo sistema de transmissão de informações de alta velocidade. "O dispositivo não funcionará por muito tempo em Vênus, por isso é preciso transmitir todas as informações o mais rápido possível", explicou o cientista à Tass.

Em maio, Lev Zelióni declarou que a Rússia está desenvolvendo um novo Programa Espacial Unificado para a exploração de Vênus, que incluirá o envio de pelo menos três módulos científicos. Segundo ele, a criação e o lançamento do Venera-D no final da década de 2020 fará parte da primeira expedição do programa. Anteriormente, um programa de exploração de Vênus foi implementado ainda na era soviética.

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