Tchaika 2, o novo ecranoplano russo para militares e equipes de resgate

Escritório de Engenharia R.E. Alekseeva
Embora as perspectivas desse veículo sejam incertas, especialistas afirmam que os fabricantes do Tchaika 2 podem encontrar clientes na América Latina e no Sudeste Asiático.

No final de maio, os engenheiros russos revelaram o projeto do novo ecranoplano A-050-742D Tchaika-2  (“Gaivota-2”, em português) para a Marinha e o Ministério das Emergências da Rússia.


Segundo o projeto, o novo avião-hovercraft, criado para voar a poucos metros de altura sobre superfícies planas, mas com a possibilidade de subir a até 3 km de altitude,  poderá desempenhar uma vasta gama de tarefas, desde o transporte militar até à evacuação e missões de reconhecimento.

O design do veículo é incomum, combina a aerodinâmica de um biplano com asas de diferentes formas. O plano inferior do ecranoplano é ligeiramente curvado, enquanto o superior é reto, com um comprimento de arco mais curto. A cauda do avião tem a forma de duas quilhas com um estabilizador.

 

Segundo o projeto atual, o Tchaika-2 tem quatro motores, dois de arranque e dois de marcha, e duas propostas, mas os engenheiros pretendem instalar mais dois motores a jato no nariz da fuselagem para aceleração e decolagem, e mais dois motores turbo-hélice para controlar o voo.

O comprimento do veículo, que poderá alcançar até 350 km/h de velocidade, será de 34,8 metros. O peso máximo de decolagem será de cerca de 54 toneladas, com carga útil de até 9 toneladas.

O alcance máximo, sem reabastecimento, será de cerca de 5 mil km.

 

Perspectivas incertas

 

"O projeto é bom, mas suas perspectivas na Rússia são vagas, principalmente devido à crise financeira e à pandemia do coronavírus", diz o professor da Academia das Ciências Militares da Rússia, Vadim Koziúllin. 

 

"Os modelos dos ecranoplanos Tchaika anteriores foram demonstrados na exposição aérea MAKS há alguns anos, mas, mesmo em tempos financeiramente prósperos, os militares decidiram não encomendar esses veículos", diz.

 

Segundo ele, não há nenhuma necessidade doméstica urgente de adquirir novos ecranoplanos.


"No entanto, estou convencido de que os clientes da América Latina e do Sudeste Asiático estejam muito interessados nesses veículo. Poderemos avaliar o futuro desse projeto com mais precisão quando a pandemia acabar", completou.

 

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