7 cópias chinesas de armas russas, de fuzis a porta-aviões; veja fotos

Fuzis, aviões, veículos blindados e até porta-aviões: os chineses tentaram repetidamente copiar equipamentos militares russos, com ou sem licença oficial.

1. Porta-aviões Shandong 

O porta-aviões chinês Shandong, construído em abril de 2017, foi baseado no modelo russo Almirante Kuznetsov, do projeto 1143.5. Mas, apesar do design quase idêntico, o navio chinês tem motor e equipamento eletrônico.

O deslocamento deste porta-aviões é de 59.500 toneladas. O Shandong tem comprimento de 304 metros, é capaz de atingir 29 nós de velocidade (58 km/h) e tem um alcance aproximado de 13.000 quilômetros.

2. Kalashnikov ‘Made in China’

A versão chinesa do fuzil Kalashnikov começou a ser produzida na República Popular da China a partir de meados da década de 1950 e tornou-se uma das principais armas do Exército vietcongue durante a Guerra do Vietnã.

No modelo chinês, porém, não é possível acoplar um lançador de granada abaixo do cano. Além disso, tem baioneta fixa, uma mira redonda e cano liso sem freio de boca, quebra-chamas ou silenciador.

3. An-12 chinês em serviço na Venezuela

O avião de transporte de quatro turbo-hélices Antonov An-12 foi criado na URSS no final dos anos 1950 e obteve grande sucesso comercial em países do então terceiro mundo. Na década seguinte, a China comprou uma licença da URSS para montar essa aeronave de transporte localmente e criou sua própria versão do avião: o Y-8.

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Em março de 2011, a Venezuela encomendou 8 aeronaves Y-8 ao produtor Shaanxi. O então presidente venezuelano Hugo Chávez declarou que os aviões serviriam em programas humanitários, como também para o deslocamento militar. As réplicas do An-12 substituíram 5 aviões de transporte C-130 Hercules, fabricados nos EUA.

4. Cópia chinesa do MiG-21 

Os chineses também copiaram o famoso interceptor soviético MiG-21, criado nos anos 1970.  O modelo chinês Chengdu J-7 de terceira geração, fabricado pela Shenyang Aircraft Corporation e Guizhou Aircraft Industry Corporation, acabou sendo exportado para vários países, que o utilizam até hoje.

5. Fuzil chinês Tipo 85

Em serviço por 50 anos nos exércitos soviético e russo, o Dragunov (SVD) participa de conflitos militares mundiais desde 1960. Hoje, o fuzil é criticado pelas limitações de mira ou desvio em tiros de longo alcance, mas russos e chineses continuam produzindo versões da arma. O Type 85 chinês é exportado para dezenas de países, como a Venezuela, que, em 2007, anunciou a compra de 5.000 destes fuzis.

6. Versão chinesa do mais famoso lançador de granadas soviético

O RPG-7 é um lançador de foguetes antitanque de origem soviética, projetado nos anos 1960. Desde que surgiu, foram produzidos mais de 9 milhões unidades. Continua sendo usado em conflitos locais devido a seu baixo custo e produção em massa.

O projétil moderno PG-7VR possui carga dupla: enquanto a primeira distrai a defesa dinâmica do tanque, a segunda atinge a blindagem. A variante chinesa dessa arma recebeu o nome Type 69 e é fabricada pela empresa Norinco.

7. Sistema de defesa antiaérea criado na base de tanque T-34

O Type 63, que serviu no Exército chinês até aos anos 1990, era uma arma antiaérea autopropulsionada baseada na cópia também chinesa do tanque soviético T-34.

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