Rio está na mira da Rússia no setor de armamentos

Ministro da Justiça Sergio Moro examina pistolas  Glock na LASA 2019.

Ministro da Justiça Sergio Moro examina pistolas Glock na LASA 2019.

Ricardo Moraes
Feira de Defesa e Segurança da América Latina LAAD 2019 conta com mais de 350 tipos de equipamentos militares russos.

A maior empresa russa de exportação de armas, a Rosoboronexport, e o consórcio científico-industrial Techmach trazem neste ano diversos equipamentos militares russos para a 12ª edição da Feira de Defesa e Segurança da América Latina (LAAD), a maior do gênero, que é realizada em 2019 no Rio de Janeiro.

A cooperação técnico-militar com o Brasil é prioritária para a Rosoboronexport, segundo o diretor da empresa, Aleksandr Mikheev. “Estamos trabalhando ativamente na modernização e serviços de pós-venda de equipamentos russos com cooperação tecnológica e assistência na construção de instalações de infraestrutura de alta tecnologia", disse Mikheev à agência de notícias russa Tass.

Atualmente, o mercado de armamentos e equipamentos militares sul-americano é considerado o mais importante para a Rússia. De acordo com o Instituto Internacional de Estudos de Estocolmo (SIPRI, na sigla em inglês), desde o ano 2000 Moscou estabeleceu cooperações militares com sete países da região: Brasil, Argentina, Venezuela, Colômbia, Peru, Uruguai e Equador.

Segundo a Rosoboronexport, neste ano serão exibidos na feira drones, granadas e munições.

A exportadora traz o veículo aéreo não tripulado Orlan-10E e o sistema de reconhecimento aéreo baseado em drones Orion-E.

"Nossos parceiros também demostram interesse pelos sistemas de defesa antiaérea Pantsir-S1, sistemas de mísseis antiaéreos portáteis Igla-S e Verba, sistemas antiaéreos autopropulsionados Buk-M2E e Tor-M2KM e veículos blindados BMP-T, BTR-80, BTR-82ª, entre outros”, lê-se em comunicado da Rosoboronexport.

O consórcio Tecmash, também fabricante de armamentos russos, traz ao Brasil a granada multifuncional RMG.

Granada multifuncional RMG

Armas russas já são usadas nos países da região

A Força Aérea Brasileira utiliza 12 helicópteros de combate Mi-35M (designação local: AH-2 Saber), que realizam missões de patrulha nas regiões fronteiriças do Amazonas e Roraima. Os helicópteros foram adquiridos entre 2008 e 2012, e o valor do contrato é estimado em US$ 150 milhões.

Em 2016, o Brasil recebeu um lote de sistemas de defesa aérea portáteis Igla-S, que foram integrados com o radar de detecção de alvo M-60 Sabre fabricado pela empresa brasileira BRADAR. Como resultado, as Forças Armadas do Brasil receberam um complexo de defesa altamente eficaz do tipo VSHORAD (Very Short-Range Air Defense).

As Forças Aéreas da Argentina usam dois helicópteros de transporte militar russos Mi-171E em missões de operações de busca e salvamento.

A Venezuela é o outro grande parceiro na região. Entre 2005 e 2013, a Rosoboronexport assinou com o país 30 contratos, no valor total de US$ 11 bilhões.

De acordo com o Instituto Internacional de Estudos de Estocolmo, a Venezuela possui em seu arsenal os seguintes equipamentos militares russos: veículos de combate de infantaria BMP-3M, veículos blindados de transporte de pessoal BTR-80A, lançadores múltiplos de foguetes Grad e Smerch, tanques T-72B1, sistemas de mísseis antiaéreos Igla-S, Pechora-2M, Buk-M2E, Tor-M1, helicópteros de transporte militar Mi-26T2, Mi-35M2, caças Su-30MK2V, fuzis AK-103 Kalashnikov, fuzis de precisão Dragunov SVD e muitos outros.

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