Novos mísseis hipersônicos serão instalados nos Urais

Ministério da Defesa da Rússia
Avangard e Sarmat substituirão mísseis soviéticos obsoletos e serão nova base da tríade nuclear russa.

Em 2019, o Ministério da Defesa russo deverá instalar os primeiros mísseis balísticos intercontinentais RS-26 Avangard nos subúrbios da cidade de Orenburg, 1.200 km a leste de Moscou.

Segundo o comandante-em-chefe das Forças Estratégicas de Mísseis da Rússia, Serguêi Karakaev, os novos mísseis hipersônicos aumentarão significativamente a potência nuclear da Rússia, já que podem superar todos os sistemas de defesa antiaérea existentes.

Avangard RS-26

O RS-26 é um míssil balístico intercontinental que pode atingir alvos em qualquer parte do mundo. A principal caraterística do novo míssil é sua capacidade de alcançar a altura de dezenas de quilômetros e voar em direção ao alvo em camadas densas da atmosfera ou no espaço.

Segundo informações não oficiais, o poder de uma unidade de combate hipersônico do Avangard pode variar entre 800 quilotoneladas e a 2 megatoneladas, ou seja, algo equiparável a uma explosão aproximadamente 130 vezes mais forte do que a da bomba nuclear de Hiroshima.

O comprimento do míssil, ainda segundo fontes não oficiais, será de 5,4 metros e a sua velocidade máxima chegará a 24 mil km/h.

Sarmat RS-28

Além do Avangard, a pasta da Defesa russa também pretende instalar mísseis intercontinentais de propelente líquido Sarmat RS-28, que pesam cerca de 100 toneladas.

Este míssil deve entrar em operação no início dos anos 2020 e substituir o míssil estratégico mais pesado do mundo, o R-20B “Voevoda”, que tem 211 toneladas.

"O novo míssil será mais leve e terá alcance maior. Enquanto o ‘Voievôda’ pode voar 11 mil quilômetros, o ‘Sarmat’ cobrirá uma distância de até 17 mil quilômetros. Segundo os engenheiros, o ‘Sarmat’ poderá voar pelo Polo Sul, uma zona sem escudos antimísseis", disse o analista militar da agência de notícias Tass, Víktor Litóvkin.

Diferentemente do ‘Voievôda’, que tem 10 ogivas, o ‘Sarmat’ terá pelo menos 15 ogivas nucleares guiadas individualmente. As ogivas funcionarão como bombas de fragmentação, com capacidade de 150 a 300 mil toneladas, e poderão ser lançadas separadamente contra alvos diferentes.

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