5 unidades das Forças Especiais russas que são simplesmente lendárias

Ministério da Defesa da Rússia
Foi por causa destas divisões que a palavra 'spetsnaz' se tornou conhecida mundo afora. O Russia Beyond explica os detalhes de cada uma delas.

A palavra 'spetsnaz' (do russo, “com propósito especial”) saiu do anonimato em todo o mundo justamente devido a estas unidades. O Russia Beyond explica seus detalhes:

1. “Spetsnaz” do GRU

Criadas em 1950, as unidades especiais do Departamento Central de Inteligência da Rússia (GRU, na sigla em russo) são os "olhos e ouvidos" do Estado Maior do Exército russo.

Seu emblema representa um morcego sobre o globo, para mostrar que a unidade trabalha secretamente e silenciosamente em todo o mundo.

O “Spetsnaz” do GRU ganhou fama em 21 de agosto de 2068, quando conseguiu tomar o controle sobre os principais prédios administrativos da capital da República Tcheca antes da chegada das forças do Pacto de Varsóvia, que puseram fim à Primavera de Praga.

Presidente Putin (esq.) e o então ministro da Defesa,  Serguêi Ivanov (dir.) visitam QG da GRU em Moscou em 2006.

Além disso, a unidade realizou missões em Angola, Beirute, Vietnã, Afeganistão e Camboja.

2. “Spetsnaz” do FSB

Quando terroristas palestinos atacaram e mataram os membros da equipe do Israel durante os Jogos Olímpicos de Munique em 1972, a liderança soviética ordenou que não se permitisse nada semelhante durante as Olimpíadas na União Soviética.

Dois anos depois, foi criado o “Grupo Alfa” da KGB. Moscou se preparava para receber as Olimpíadas de Verão de 1980 e o “Grupo Alfa” foi responsável pela segurança durante o evento.

As operações mais famosas do “Grupo Alfa” incluem o assalto (junto com o "Spetsnaz" do GRU) do palácio Tajbeg, no Afeganistão, e o assassinato do presidente afegão Hafizullah Amin, em 1979.

Durante a guerra na Tchetchênia, a unidade tentou liberar um hospital em Budiónnovsk , que tinha sido tomado pelos terroristas. No entanto, a operação não foi bem-sucedida e os terroristas conseguiram escapar.

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Em 2002, o “Grupo Alfa” do FSB (Serviço Federal de Segurança, órgão que substituiu a KGB) e as Forças Especiais Vímpel  (fundadas em 1981) participaram da operação no Teatro Dubrovka, que havia sido capturado por terroristas tchetchenos. Durante a operação, 750 reféns foram libertados, mas 130 foram mortos. Todos os 36 terroristas foram executados.

3. Forças Especiais das Tropas Aerotransportadas

Ao contrário do “spetsnaz” do GRU, as Forças Especiais Aerotransportadas não operam em todo o mundo. Sua principal tarefa é preparar a base no território inimigo para o desembarque em massa das tropas. Normalmente, a divisão opera a uma distância não superior a 2 mil quilômetros das tropas principais

Durante a Primeira Guerra da Tchetchênia, as Forças Especiais das Tropas Aerotransportadas participaram de um ataque na capital desta república, Grózni.

Os militantes tchetchenos ficaram surpresos com o método de trabalho "silencioso" das Forças Especiais, que ocuparam um prédio após o outro, abrindo o caminho para a infantaria motorizada.

4. "Spetsnaz" da Marinha

Os primeiros “homens-rãs” surgiram durante o cerco de Leningrado, em 1941. Sua missão era proteger a cidade e a frota do Báltico.

Hoje, as unidades das Forças e Instalações Subaquáticas Russas de Sabotagem (PDSS, na sigla em russo), conhecidas como “Spetsnaz da Marinha”, reúnem a nata dos fuzileiros navais do país.

O objetivo do “Spetsnaz” da Marinha é garantir a segurança das instalações navais e dos navios bélicos, e, em caso de guerra, realizar missões de sabotagem em águas inimigas.

5. Forças de Operações Especiais

As Forças de Operações Especiais compõem a mais nova das unidades do “Spetsnaz” e foram organizadas em 2009 durante a reforma do exército russo. Esta estrutura é subordinada ao Estado Maior e engloba todos os tipos de Forças Especiais do Exército, tendo o poder de mobilizá-las.

Informações sobre o pessoal e as operações da unidade são secreta. Sabe-se apenas que as Forças de Operações Especiais participaram das operações na Crimeia, em 2014, e na Síria, além de confrontos com piratas somalis.

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