Rússia envia sistema de mísseis antinavios “Bal” à Crimeia

Vitaly V. Kuzmin
A arma pode destruir um esquadrão inteiro de navios sozinha e cobrirá a maior parte da região do mar Negro.

Na última terça-feira (27), o Ministério da Defesa da Rússia enviou um sistema de mísseis antinavio “Bal” para um local perto do Estreito de Kerch. O objetivo da manobra é antecipar provocações militares por navios estrangeiros que entram no Mar Negro.

O sistema é considerado um dos pilares da defesa costeira moderna da Rússia. Ele protege toda a zona litorânea do país, mas foi o sistema localizado na Crimeia que ganhou as manchetes depois do incidente de domingo, quando navios ucranianos tentaram entrar ilegalmente em águas russas e foram capturados pela guarda costeira.

O objetivo do sistema é a proteção das bases navais e navios de um possível ataque ou invasão da frota inimiga ou tropas de desembarque. Ele pode realizar lançamentos bem-sucedidos em condições meteorológicas severas e não pode ser interceptado por meios de guerra eletrônica.

O “Bal” é um sistema móvel em um chassi com rodas, com duas estações de controle e comunicação que captura os alvos com radares e transmite as coordenadas precisas dos alvos e a trajetória dos mísseis aos lançadores

O sistema pode ser equipado com até quatro lançadores, cada um com oito mísseis anti-navios. Os mísseis de reserva são fornecidos por veículos de transporte de carga.

O intervalo entre o lançamento de mísseis é de três segundos. Uma única salva do sistema lança até 32 mísseis e é capaz de destruir um esquadrão inteiro de navios. Os mísseis podem voar por 1,5 minuto, após o que os lançadores precisam ser recarregados para uma nova salva - o que pode levar cerca de meia hora.

O sistema pode ser equipado com diferentes tipos de mísseis anti-navio, entre eles, o Kh-35 / Kh-35E e o Kh-35U / Kh-35UE, que têm um alcance efetivo de até 260 quilômetros.

“O Ministério da Defesa da Rússia decidiu transferir o sistema para um local mais próximo do Estreito de Kerch porque espera novas provocações”, diz o ex-analista militar do jornal Izvêstia, Dmítri Safonov.

Segundo ele, a Rússia usará o sistema apenas no caso de uma ameaça direta à segurança dos soldados.

“O principal objetivo é impedir ameaças desse tipo. O Bal é uma força a ser reconhecida. Os militares estrangeiros entendem o que o sistema pode fazer”, completa Safonov.

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